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Colombiana que conseguiu direito à eutanásia entra na justiça após procedimento ser suspenso

O procedimento deveria ocorrer no último domingo, mas foi cancelado horas antes; Martha Sepúlveda não tem doença terminal, mas conseguiu o direito à morte assistida

O Liberal

Representantes de Martha Liria Sepúlveda, de 51 anos, protocolaram uma ação contra o Instituto Colombiano del Dolor (Indocol), clínica que seria responsável por realizar a eutanásia em Martha, mas que cancelou horas antes. Mesmo sem estar em estado terminal, a colombiana, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), conseguiu o direito ao procedimento. Ela relatou sentir dores e ter perdido o movimento das pernas, o que a atrapalha na vida cotidiana. A doença é degenerativa e sua saúde vai piorar progressivamente, sem chances de cura. As informações são do G1 Nacional. 

A morte assistida de Martha Sepúlveda estava marcada para este domingo. Os advogados da mulher afirmam que, ao negar o procedimento, a clínica submeteu Martha a "tratamento cruel e desumano". O filho dela, Federico Redondo Sepúlveda, disse que a decisão de suspender a eutanásia foi “desrespeitosa e inaceitável”.

Ele e os advogados da família informaram que a decisão foi tomada a partir de imagens de televisão e de uma consulta “feita de última hora”, que teria apresentado um resultado diferente do laudo que atestava o estado de saúde da paciente. “De que melhora estão falando? Se na consulta que minha mãe foi obrigada a ir a pedido do Incodol a conclusão do especialista foi radicalmente diferente? A base para isso é uma avaliação que foi feita à minha mãe para a TV?”, questionou o filho em uma postagem no Twitter.

Segundo o filho, a mudança de planos aconteceu após a repercussão do caso, inclusive internacionalmente.

A Colômbia foi o primeiro país na América do Sul a legalizar a eutanásia, porém, o procedimento valia apenas para pacientes que tivessem doenças terminais, com o objetivo de abreviar o sofrimento da pessoa em situação já irreversível, se assim fosse a decisão dela. 

Martha havia conseguido em julho a autorização para passar pela eutanásia e o procedimento foi marcado para o dia 31 de outubro. Por um pedido da própria paciente, a data foi adiantada para o dia 10, às 7 horas, horário em que a colombiana costumava ir à missa. "Sou uma pessoa católica, me considero alguém que crê muito em Deus, mas, repito, Deus não quer me ver sofrer e acredito que não quer ver ninguém sofrer. Nenhum pai quer ver seus filhos sofrerem", disse a colombiana, em entrevista à emissora colombiana Caracol. "Para mim, a morte é um descanso", completou.

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