Câmara dos EUA considera formalizar investigação de impeachment contra Trump

Democratas da Câmara revelaram um inquérito sobre relatos de que o presidente pressionou o governo ucraniano a ajudar em sua campanha à reeleição

Reuters

O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlado pelos democratas, vai considerar nesta semana os passos necessários para formalizar uma investigação em andamento que pode levar ao impeachment do presidente Donald Trump.

O painel, que espera determinar se recomendará o impeachment de Trump à Câmara até o fim do ano, vai se reunir na quinta-feira para considerar uma resolução que assessores democratas do comitê afirmaram que alinharia melhor a investigação com inquéritos formais de impeachment do passado. 

Os democratas da Câmara ampliaram suas investigações a Trump, ao retornarem do recesso de verão na segunda-feira, e revelaram um inquérito sobre relatos de que o presidente pressionou o governo ucraniano a ajudar em sua campanha à reeleição. 

A medida a ser considerada na quinta-feira autorizaria o presidente do Comitê Judiciário, Jerrold Nadler, a designar audiências do comitê e do subcomitê como relacionadas ao impeachment. Também permitiria ouvir testemunhas que seriam questionadas pelos procuradores do comitê, estabelecer procedimentos para revisar material de um grande júri e permitir que a Casa Branca respondesse, por escrito, a evidências e testemunhos. 

Sadler afirmou, em um comunicado, que os procedimentos “ajudariam a garantir que nossas audiências de impeachment fossem informativas ao Congresso e ao público, e ao mesmo tempo permitindo ao presidente responder a evidências apresentadas contra ele.” 

Apenas dois presidentes norte-americanos sofreram impeachment na Câmara: Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1999. Nenhum foi condenado pelo Senado, o que é exigido para remover o presidente. O ex-presidente Richard Nixon renunciou em 1974, depois que o Comitê Judiciário da Câmara aprovou artigos de impeachment contra ele, mas antes que o plenário da Casa votasse a questão.

Uma resolução de impeachment contra Trump foi enviada ao Comitê Judiciário em fevereiro, três meses depois de os democratas obterem o controle da Câmara, nas eleições de novembro de 2018. O painel lançou um inquérito de fiscalização sobre o mandato de Trump em março e, depois disso, renomeou-o como uma investigação de impeachment. 

Mas a abordagem tem sido criticada por republicanos por ter evitado um precedente das eras Clinton e Nixon, quando inquéritos formais de impeachment foram autorizados pelo plenário da Câmara.

Desta vez, os democratas evitaram uma votação no plenário que poderia ser arriscada para democratas de distritos disputados, onde o impeachment é impopular entre muitos eleitores. 

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