Brasileiros estão desistindo de Portugal e voltando ao País; entenda

Organização internacional oferece apoio a cidadãos para repatriação voluntária

Fabrício Queiroz
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Uma publicação do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa na semana passada chamou a atenção para os problemas enfrentados pelos brasileiros naquele país. Atraídos pelo sonho de viver no exterior e supostas facilidades para ingressar no mercado de trabalho, cresceu o número de emigrantes. Porém, ao invés de vantagens, muitos tem se decepcionado com o alto custo de vida, a inflação elevada de 10,2% somente no mês de outubro, entre outras dificuldades para sobreviver. Por isso, organizações internacionais têm relatado aumento de pedidos de apoio, envolvendo inclusive cidadãos paraenses.

O informe do Consulado-Geral diz ter registrado um aumento significativo de pedidos de repatriamento de recém-chegados, que afirmam não conseguir arcar com os custos das passagens aéreas. A publicação ressalta que é de responsabilidade dos cidadãos custear sua hospedagem e passagem, além de acrescentar que “o Consulado não tem competência legal, nem dotação orçamentária para custear voos de repatriamento ao Brasil”.

Paraenses estão entre os que querem voltar

Segundo levantamento da Organização Internacional das Migrações (OIM), divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, foram registrados 687 pedidos de ajuda de brasileiros de janeiro até outubro de 2022. Esse número representa mais que o triplo do ano passado, quando houve 219 pedidos. Além disso, somente neste ano, a OIM já auxiliou na compra de passagens de retorno ao Brasil para 243 pessoas, sendo que 67% estavam em Portugal há um ano ou menos e 91% viviam em situação irregular.

O Grupo Liberal entrou em contato com a OIM, que confirmou que já recebeu pedidos de paraenses para retorno. Foram quatro inscritos em 2021 e outros três até o final do primeiro semestre. No entanto, a instituição disse que não houve registro de apoio formal para nenhum paraense neste período. “A grande maioria dos cidadãos (74%) regressa para cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Goiás. A restante percentagem está bastante dispersa pelo Brasil”, afirmou Vasco Malta, chefe de missão da OIM em Portugal.

O trabalho do Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração da OIM é uma das principais alternativas para suporte ao regresso voluntário ou auxiliar cidadãos que querem mais permanecer no exterior. Além da compra de passagens, o programa oferece informação e aconselhamento, apoio psicossocial e colabora com a reintegração, visando as dimensões económica, social e psicossocial. Mais informações podem ser obtidas no site: www.retornovoluntario.pt

O Grupo Liberal solicitou ao Ministério das Relações Exteriores informações sobre a quantidade de pedidos de repatriamento feitos, bem como os serviços e orientações a serem dadas aos imigrantes nesses casos, porém a pasta não respondeu até o fechamento desta edição.

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