Autoridades chinesas reprimem protestos contra restrições da Covid no país

Manifestantes afirmam que alguns atos foram reprimidos ou nem chegaram a acontecer

Emilly Melo
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Vários manifestantes chineses relatam a repressão policial aos protestos realizados contra as restrições da Covid no país asiático. Os atos eclodiram no fim de semana, especialmente depois que um incêndio em um prédio em Urumqi, oeste da China, matou 10 pessoas na última semana.

Acredita-se que os moradores não conseguiram escapar do incêndio devido às restrições da Covid, mas as autoridades locais contestaram isso. Em várias cidades, foi registrada forte presença policial, e algumas manifestações foram reprimidas ou nem chegaram a ocorrer.

Na última segunda-feira (28), os manifestantes planejaram protestos na capital Pequim, mas não aconteceram devido ao cerco policial formado no ponto de encontro. Em Xangai, grandes barreiras foram erguidas ao longo da principal rota de protesto e a polícia efetuou várias prisões.

Surgiram relatos de pessoas sendo interrogadas e seus telefones revistados. Segundo a imprensa, a polícia estava parando as pessoas e revistando suas casas para verificar se elas tinham redes virtuais privadas (VPNs) configuradas, bem como aplicativos como Telegram e Twitter, que são proibidos na China.

Uma mulher disse à agência de notícias AFP que ela e cinco de seus amigos que participaram de um protesto em Pequim receberam telefonemas da polícia, exigindo informações sobre seu paradeiro.

Uma conta no Instagram — uma plataforma bloqueada na China e acessível apenas por meio de uma VPN — publicou um "guia de segurança para amigos em Xangai e em todo o país" e incluiu dicas como usar roupas de cores escuras para anonimato e trazer óculos de proteção e água, caso gás lacrimogêneo seja disparado.

O governo chinês não se manifestou formalmente sobre os protestos.


(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

 

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