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Ativista paraense desaparece após levar água, comida e medicamentos à Palestina

A jovem deixou uma mensagem antes de sumir durante a viagem com a Flotilha Global do Sul

Victoria Rodrigues
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A jovem paraense Bia Moreira desapareceu após participar de uma flotilha global para levar água, comida, medicamentos e materiais escolares para a Palestina. A notícia foi divulgada pela amiga da jovem, Anna Mathis, que alegou nesta segunda-feira (18) que o barco foi interceptado pelo exército israelense e que, segundo ela, os militares estão invadindo, sequestrando e violentando cidadãos de vários lugares do mundo.

Além de Bia, a embarcação também estava levando outras pessoas. "A flotilha está em navegação há mais de um mês com movimentos sociais, organizações da sociedade civil, ativistas, militantes. Lá dentro tem médicos, professores, engenheiros, jornalistas. Todos organizados em uma missão política e humanitária para quebrar o cerco ilegal de Israel", disse a influenciadora digital Anna Mathis em um vídeo publicado no Instagram.

"A Bia é militante dos Atingidos por Barragens e do Movimento de Afetados por Represas. Estudou comigo, trabalhou comigo, viveu e vive uma vida comigo. Agora é o momento de pressionar o governo brasileiro pela libertação dos sequestrados, mobilizar nas ruas, mobilizar nas redes", complementou a amiga de Bia, pedindo ajuda para que as pessoas enviem mensagem para o governo federal e Itamaraty.

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Na mensagem, o ministro comentava os ataques israelenses no Líbano, que teriam deixado mais de 300 mortos na última quinta-feira (9)

Jovem deixou mensagem antes de desaparecer

Em um vídeo publicado pelo Movimento Atingidos por Barragens, Bia explicou como estava o cenário de guerra. "Em uma tentativa desesperada de nos encriminar, para nos causar danos, eles nos acusam de ser violentos. Estamos navegando em um pequeno barco que não representa nenhuma ameaça militar para qualquer nação e estamos exercendo nosso direito à liberdade de navegação inocente e humanitária", disse.

Na sequência, ela também destacou o objetivo da missão. "Nosso objetivo final é quebrar o cerco ilegal imposto pela entidade sionista sobre a Palestina. Desde o chamado cessar-fogo, mais de 800 palestinos foram mortos e mais de 2.400 violações foram documentadas, incluindo bombardeios e ataques residenciais. E é por isso que navegamos, nos levantamos na luta para a libertação completa do povo palestino", pontuou.

Por fim, ela deixou uma mensagem para ser levada em consideração se ela viesse a desaparecer e não dar mais notícias aos amigos e familiares. "Eu também gostaria de emitir uma mensagem: cada violência e ação ilegítima perpetrada contra nós será documentada e levada ao mais alto tribunal. O mundo está assistindo. Todos os olhos da cúpula global para a Gaza. Todos os olhos na Palestina", informou a paraense Bia Moreira.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Mirelly Pieres, editora web em Oliberal.com)

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