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Após comentário de Fernández, Bolsonaro o compara a Maduro

Relação entre Bolsonaro e Fernández tem sido marcada por confrontos

Agência Estado

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ironizou ontem as declarações dadas por seu colega argentino, Alberto Fernández, na quarta-feira, na Casa Rosada. Ao lado de Pedro Sánchez, premiê espanhol, Fernández quis enaltecer seu lado europeísta e afirmou que os brasileiros vieram da "selva", enquanto argentinos, de "barcos da Europa". Ontem, Bolsonaro comparou a fala do argentino com as conversas do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, com pássaros.

"Presidente da Argentina falou que eles vieram da Europa, de barco, nós viemos da selva, né?", afirmou Bolsonaro aos apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. "Eu lembro que, logo depois que o (Hugo) Chávez (ex-presidente venezuelano) morreu, assumiu o Maduro, e ele falava que conversava com os passarinhos que estavam encarnados na figura do Chávez", disse. "Acho que para Maduro e Fernández não tem vacina."

De uma tacada só, Fernández causou uma saia-justa no Brasil e no México. Ao confundir uma citação, o presidente argentino disse que os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros vieram da selva, e os argentinos, de barco da Europa. Ele creditou sua declaração a uma frase erroneamente atribuída ao diplomata mexicano e Nobel da Paz, Octavio Paz, que teria dito "os mexicanos são descendentes de astecas, os peruanos dos incas e os argentinos dos barcos".

Imediatamente, no entanto, a imprensa argentina identificou que o trecho vem de uma música chamada Llegamos De Los Barcos, do cantor argentino Litto Nebbia, que é amigo de Fernández.

Após a repercussão negativa da declaração, principalmente entre brasileiros e mexicanos, que consideraram a fala ofensiva, Fernández pediu desculpas pelas redes sociais. "Eu não quis ofender ninguém", afirmou o presidente argentino, em sua conta oficial no Twitter.

"Afirmou-se mais de uma vez que os argentinos descendem de navios. Na primeira metade do século 20, recebemos mais de 5 milhões de imigrantes que viviam com nossos povos nativos. Nossa diversidade é um orgulho", escreveu Fernández. "Eu não quis ofender ninguém, em qualquer caso, peço desde já desculpas a quem se sentiu ofendido."

No México, a resposta coube ao subsecretário para América Latina da chancelaria. Maximiliano Reyes Zúñiga disse que as declarações foram "infelizes", mas aceitou as desculpas.

Ontem, Bolsonaro ainda disse ter conversado com o ex-presidente da Argentina Mauricio Macri por mensagem e minimizou o possível atrito entre os dois países. "Troquei mensagem por 'zap' hoje com o ex-presidente Macri, da Argentina. Não tem nenhum problema entre nós, e nem com o povo argentino. Rivalidade com a Argentina, só no futebol."

A relação entre Bolsonaro e Fernández, porém, tem sido marcada por confrontos. O brasileiro fez campanha pela reeleição de Macri, derrotado nas urnas, e criticou uma visita que o colega argentino fez ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha. Bolsonaro também não compareceu à posse do presidente do país vizinho.

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