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Coroa britânica avalia retirada de ex-príncipe Andrew da linha de sucessão, afirma fonte

O irmão do rei Charles III não possui mais títulos reais desde outubro de 2025, quando foi destituído pelo monarca após revelações sobre os casos de exploração sexual relacionados a Jeffrey Epstein

Lívia Ximenes

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, é o oitavo na linha de sucessão real da coroa britânica, mas pode ser retirado. O governo do Reino Unido, segundo uma fonte próxima, considerará uma nova legislação para remover Andrew da linhagem. A ação ocorre assim que a investigação sobre as ligações com o magnata Jeffrey Epstein, condenado por abuso e exploração sexual de mulheres e menores de idade, chegar ao fim. A informação foi divulgada nessa sexta-feira (20).

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As alterações na linha de sucessão real exigem consulta e acordo com países onde o rei Charles III é Chefe de Estado. No total, o monarca é Líder de 14 nações: Austrália, Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Nova Zelândia, Ilhas Salomão e Tuvalu. A fonte responsável pelas informações pediu para não ser identificada, conforme a CNN Brasil.

Nessa quinta-feira (19), o ex-príncipe Andrew foi detido por suspeita de má conduta no exercício da função pública. A ação o tornou o primeiro membro sênior da família real a ser preso em, aproximadamente, 400 anos. Após 11 horas sob custódia, Andrew foi liberado pela Polícia do Vale do Tâmisa.

De acordo com as autoridades, no começo de fevereiro, houve uma investigação sobre alegações de que o ex-príncipe teria repassado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein. Andrew negou as acusações. Com a notícia da prisão, rei Charles III afirmou que “a lei deve seguir seu curso”.