Bombardeios dos EUA e Israel atingem o Palácio Golestan, patrimônio da Unesco, no Irã
O Palácio Golestan, que remonta ao século XVI, é um ícone da arquitetura persa e um dos principais marcos históricos do Irã
O histórico Palácio Golestan, em Teerã, no Irã, foi alvo de bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel, conforme informou a mídia iraniana na segunda-feira (2). O local é classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.
O ataque gerou grande preocupação tanto nas autoridades iranianas quanto em organizações internacionais, dada a importância cultural do local.
Em resposta ao bombardeio, o governo iraniano divulgou, por meio de suas redes sociais, que o ministro do Patrimônio Cultural, Seyed Reza Salehi Amiri, visitou o Palácio Golestan para avaliar os danos causados. As autoridades locais estão realizando uma inspeção minuciosa para entender a extensão do impacto na estrutura histórica.
VEJA MAIS
A Unesco também se pronunciou sobre o ocorrido, expressando sua preocupação com a preservação dos sítios de patrimônio cultural no Irã e nas regiões afetadas por conflitos. Em nota, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) afirmou que está monitorando a situação de perto.
"A Unesco continua a acompanhar de perto a situação do patrimônio cultural no país e em toda a região, com vista a assegurar a sua proteção. A Organização comunicou a todas as partes interessadas as coordenadas geográficas dos sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, bem como dos sítios de importância nacional, a fim de evitar quaisquer danos potenciais", diz parte do pronunciamento.
Confira fotos do ataque:
O que é o Palácio Golestan?
O Palácio Golestan, que remonta ao século XVI, é um ícone da arquitetura persa e um dos principais marcos históricos do Irã. O ataque coloca em risco a preservação de um patrimônio cultural de importância mundial, em um momento de tensões internacionais cada vez mais acentuadas.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de OLiberal.com)
Palavras-chave