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Aborto: OMS diz que ‘todas as mulheres devem ter direito de escolher’

Entidade reafirmou a defesa do procedimento realizado de forma segura

Emilly Melo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou o posicionamento em favor do direito ao aborto seguro, durante uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (29). A discussão internacional se intensificou depois que os Estados Unidos derrubaram o direito federal ao procedimento. Com informações do Metrópoles.

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Todas as mulheres devem ter o direito de decidir quando se fala do seu corpo e da sua saúde. Ponto final. Aborto seguro é cuidado de saúde. Ele salva vidas. Restringi-lo só leva mulheres e meninas a procedimentos inseguros, que resultam em complicações a até a morte. A evidência é irrefutável”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ele afirma que o maior impacto com a limitação do acesso ao aborto seguro é sentido por mulheres pobres e de comunidades marginalizadas. Para a cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan, negar o acesso à interrupção da gravidez em serviços de saúde é como dificultar que uma pessoa receba um remédio que possa salvar a vida dela

“A falta de acesso não reduz o número de abortos. Se a mulher precisar, ela vai procurar como resolver. Vamos começar a ver o aumento da mortalidade e morbidade com essa decisão”, criticou a cientista.

Tedros diz ainda que a população mundial simplifica demais ao dizer que é apenas um direito de escolha. Ele também afirma que é uma decisão sobre a vida e o futuro da mulher, e não uma questão de opinião, mas um fato comprovado por pesquisas científicas irrefutáveis. 

O diretor-geral da OMS revela estar preocupado com o impacto mundial da decisão dos EUA e a considera um retrocesso. “Não esperávamos que essa mudança viesse dos EUA. Esperávamos que eles liderassem nesse assunto. Nos últimos 40 anos, a tendência global para mulheres é aumentar o acesso ao aborto seguro. A decisão da última semana foi um passo atrás, e nunca foi tão importante que a sociedade se una para proteger o direito da mulher de passar por um aborto seguro, em qualquer lugar”, conclui.

(Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

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