Vôlei do Remo vive fase histórica e mira novos voos
Com presença em todas as categorias do Brasileiro Interclubes, clube amplia investimentos e projeta espaço entre as potências do país
Quando se fala em Clube do Remo, a primeira imagem que vem à cabeça é a do futebol. Mas, longe dos gramados, um outro projeto vem ganhando força e acumulando resultados que colocam o Leão Azul em posição de destaque no cenário esportivo nacional. O vôlei azulino atravessa o período mais vitorioso de sua história recente e mira voos ainda mais altos.
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A aposta do clube passa pela formação de atletas desde a base, pela qualificação da estrutura e por um planejamento de longo prazo. O resultado aparece nas quadras. Hoje, o Remo é o único clube das regiões Norte e Nordeste a disputar todas as categorias do Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), tanto no masculino quanto no feminino, feito compartilhado apenas com tradicionais potências do voleibol nacional.
Para o diretor de voleibol do clube, Osmar Barroso Netto, o momento representa uma transformação histórica. "Estamos vivendo o melhor triênio do voleibol azulino de todos os tempos, com conquistas que ultrapassaram as fronteiras do Pará e colocaram o nome do Remo no cenário nacional. Isso é resultado de muito trabalho, planejamento e do comprometimento de toda a nossa equipe técnica e da alta gestão do clube", afirma.
O crescimento não aconteceu por acaso. Nos últimos anos, o Remo investiu na qualificação da comissão técnica, criou um centro de treinamento físico específico para a modalidade e reestruturou completamente as categorias de base, estabelecendo uma metodologia de formação voltada ao desenvolvimento de longo prazo. Segundo Osmar, o reconhecimento ao trabalho já pode ser medido pelo interesse despertado em grandes centros do voleibol brasileiro.
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"Diversos atletas formados aqui já foram contratados por clubes de expressão nacional. Isso valida nossa metodologia de formação e comprova o nível técnico que estamos entregando ao voleibol brasileiro", diz. O olhar para a base é um dos pilares do projeto. Mais do que revelar jogadores, a proposta é formar cidadãos preparados para os desafios dentro e fora das quadras.
"O processo começa na iniciação esportiva e evolui de forma progressiva, respeitando o desenvolvimento físico e maturacional de cada atleta. Formar para o alto rendimento, com identidade e raiz azulina, é a nossa missão", destaca o dirigente.
Futuro
Ao mesmo tempo em que celebra o crescimento da modalidade, Osmar reconhece que ainda existem desafios importantes. A distância dos grandes centros esportivos eleva os custos de logística, enquanto a escassez de competições regionais de alto nível exige um esforço ainda maior para manter as equipes em constante evolução. Outro obstáculo é segurar os talentos revelados em Belém. O interesse crescente de clubes do Sul e Sudeste faz com que muitos atletas deixem o Estado ainda jovens.
"Precisamos criar condições para que o Pará também seja destino, e não apenas origem, de grandes jogadores", ressalta. Enquanto amplia a participação em competições nacionais, o Remo também mantém abertas as portas para quem sonha iniciar uma trajetória no esporte. O clube realiza um processo seletivo para novos atletas, reforçando a ideia de que o investimento na base continuará sendo prioridade.
O horizonte traçado pela diretoria vai além das conquistas estaduais e nacionais de base. O objetivo é consolidar o Remo entre os principais clubes do país também no voleibol adulto. "O nosso horizonte é a Superliga. No ano passado disputamos a competição feminina pela primeira vez e, agora, vamos buscar o inédito tricampeonato da Superliga C masculina. Queremos que o Clube do Remo seja reconhecido não apenas como o maior clube do Norte no futebol, mas também como uma potência nacional no vôlei masculino e feminino. Esse é o nosso compromisso com o Pará, com os nossos atletas e com o esporte brasileiro", conclui.
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