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Sem definição no Remo, Hernández fala sobre a situação: 'Difícil jogar com isso na cabeça'

Jogador comentou sobre a indefinição com o clube azulino após a partida contra o Vasco

O Liberal

Além dos jogos, o Remo também vive uma incerteza nos bastidores. O time azulino ainda não bateu o martelo sobre a renovação ou não do uruguaio Diego Hernández, que está emprestado ao clube desde o ano passado pelo Botafogo-RJ. As negociações com o jogador parecem ter esfriado, e isso tem incomodado o atacante, que comentou sobre a situação no último domingo (12), após a partida contra o Vasco, pela 11ª rodada do Brasileirão.

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Apesar de ter afirmado estar tranquilo, em resposta ao jornalista Bruno Amâncio, da TV Liberal, Diego disse que era "difícil jogar com isso na cabeça".

"O clube está vendo se eu sigo desse jeito, de ficar entrando nos jogos, fazendo gols, fazendo assistências, e está tudo bem. É o clube que manda, o jogador às vezes não é o que manda nisso. Mas estou tranquilo. É difícil jogar com isso [negociação] na cabeça porque é uma coisa importante para mim, para minha família, minha filha vai nascer nesta semana, então, é difícil. A gente também trabalha para isso, para manter o foco, e é isso", comentou o jogador.

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No início da temporada, era quase certo que o uruguaio iria ficar no Leão Azul. Ele chegou à equipe no meio da Série B do ano passado e foi uma das peças importantes na reta final da campanha azulina. No entanto, após o início da temporada de 2025, o atacante sofreu com problemas físicos e ficou afastado dos jogos. Por conta disso, as negociações esfriaram.

Hernández voltou a jogar contra o Santos, na nona rodada da Série A, após quase um mês fora por conta de lesão. Ele foi relacionado para o duelo contra o Grêmio, mas não chegou a entrar em campo. Contra o Vasco, entrou na reta final e foi o autor da assistência que resultou no gol de Marllon, que empatou a partida contra o Gigante da Colina.

Em entrevista coletiva no final de março, o executivo do Remo, Luís Vagner Vivian explicou que o clube optou por esperar, já que o jogador não estava jogando e o time passava por uma troca de treinadores. 

“O que aconteceu, no primeiro momento, era talvez uma possibilidade de antecipação da compra dele junto ao Botafogo, e que, por questões de alinhamento e trocas internas também, às vezes tu tens que atender a uma demanda mais urgente, e passa o timing de algumas coisas. Então, acabou-se optando por esperar ele retornar a atuar e definir isso até o prazo do contrato. Não é uma coisa que o clube necessitaria antecipar no momento”, detalhou.

Além disso, o lado financeiro também pode ser uma questão para o lado azulino. Hernández tem contrato com o Remo até junho deste ano. Após isso, ele retorna ao Botafogo, e o clube carioca fica livre para utilizá-lo ou emprestá-lo para outro time. Antes da equipe azulina, em 2025, Diego passou pelo Everton, do Chile, e pelo Club León, do México. Ele é formado pelas categorias de base do Montevideo Wanderers, onde também estreou como profissional antes de chegar ao Fogão.

Pelo Remo, Diego tem um total de 24 jogos, sendo 10 em 2026, com três gols e três assistências - uma nesta temporada.