Remo acumula empates, vê pressão aumentar e entra em semana decisiva na temporada
Sem vencer há quatro jogos, Leão Azul divide atenções entre Parazão e Série A, convive com cobranças sobre elenco e comissão técnica e encara duelo eliminatório contra o Águia antes de buscar reação no Brasileirão
O excesso de compromissos em duas competições simultâneas tem comprometido o desempenho do Clube do Remo, que não vence há quatro partidas. A alta expectativa criada pela torcida contrasta com uma realidade dura, que vem deixando as arquibancadas cada vez mais impacientes. A última vitória do Leão Azul foi no dia 5 deste mês, quando superou o Águia de Marabá pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paraense. Desde então, foram quatro empates consecutivos e um incômodo que, silenciosamente, passou a rondar os bastidores azulinos.
WhatsApp: saiba tudo sobre o Remo
Desde a ascensão à Série A do Campeonato Brasileiro, o clube respira investimentos. Só se fala em milhões. Com salários elevados, jogadores de renome e dois elencos mobilizados para disputar simultaneamente o Parazão e a elite nacional, o rendimento dentro de campo tem ficado aquém do esperado. Após vencer o Águia, o Remo empatou em 1 a 1 com o Paysandu Sport Club, em 3 a 3 com o Clube Atlético Mineiro, em 2 a 2 com o Castanhal Esporte Clube e novamente em 1 a 1 com o Amazônia Independente. Estes dois últimos adversários, vale destacar, possuem folhas salariais absurdamente inferiores à do clube azulino.
Diante da sequência de empates e atuações pouco convincentes, cresce a cobrança da torcida. Parte dos questionamentos recai sobre o técnico Juan Carlos Osorio, que já vinha sendo alvo de desconfiança pelos trabalhos recentes no futebol brasileiro, especialmente no Athletico Paranaense, onde foi desligado após 12 partidas. Outros torcedores direcionam as críticas a alguns atletas, principalmente os que vêm sendo utilizados apenas no estadual, apontando falta de intensidade e comprometimento.
VEJA MAIS
O próprio treinador reconheceu o momento delicado. Após o empate com o Amazônia Independente, afirmou que está atento ao desempenho individual e à postura dos jogadores que desejam permanecer no grupo principal. Segundo ele, a oportunidade está sendo dada, mas a permanência dependerá da resposta dentro de campo.
A partir de agora, com as quartas de final do Parazão e a sequência da Série A em andamento, qualquer vacilo pode custar caro. Na próxima quarta-feira, o Remo volta a enfrentar o Águia de Marabá, em jogo único — quem perder, se despede do estadual. Já pelo Brasileirão, o desafio seguinte será contra o Internacional, no dia 25, em busca da primeira vitória na competição. O momento é decisivo e começa a colocar à prova um planejamento construído ao longo de décadas para recolocar o clube entre os protagonistas do futebol nacional.
Palavras-chave