Paysandu renegociará dívida com maior credor; Presidente alega dificuldades financeiras

Ricardo Gluck Paul pediu para que a torcida volte a pagar o sócio-torcedor

Redação Integrada

Em entrevista à Rádio Liberal, o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, comentou sobre o momento de dificuldade financeira a que o clube está submetido. 

Classificando a situação como delicada, Ricardo admitiu que o clube honrou compromissos com atraso, entre eles, o débito com o maior credor do Paysandu: que é o ex-jogador Arinelson. "Tem conseguido em parte com o fluxo atrapalhado. Atrasa um negócio aqui, outro ali. Atrasamos a parcela do Arinélson. E vamos chamá-lo para reduzir (a parcela, por volta de R$60 mil) e alargar a dívida para termos mais segurança", explicou o presidente. O total da dívida do Paysandu com Arinélson foi de aproximadamente R$3,6 milhões. Arinélson esteve no clube em 2014.  Atuou em uma única partida, na estreia do Campeonato Paraense, contra o Remo.


Explicações

Ricardo explicou que a dificuldade de caixa se dá em função de dois fatores. "Entender o seguinte: perdemos a cota de TV, aproximadamente, R$7 milhões e diminuímos a média de sócio-torcedor. De 9 mil a 4 mil, caiu pela metade. Precisamos ajudar para voltarmos a ganhar". A ajuda é da torcida. "Se o torcedor não financiar esse retorno do clube, ele pune o clube e a sim mesmo". 


Novo momento

Ricardo também abordou outros assuntos. Entre eles, o início da era Hélio dos Anjos. "Acompanhei todos os treinos. Realmente é uma forma diferente de lidar com o plantel . Imagino que seja um remédio. Ele tem uma cobrança mais incisiva. O próprio plantel entende que falta cobrança entre eles. Todos estão concentrados nesse sentido para dar essa virada no campeonato". 

Gluck Paul, no entanto, rebateu a declaração de Hélio dos Anjos - o treinador disse que o clube pode procurar reforços disponíveis no mercado. "É impossível falar de qualificação de um jogo do qual ele (Hélio) só treinou meio período. Segundo que o Paysandu está numa realidade financeira distante do que a torcida e a imprensa imaginam. Tenho colocado isso com franqueza, transparência. Passamos por uma situação delicada. Se a situação melhorar, se o torcedor embarcar na realidade do clube, que no momento é desprovido de receita de cotas de televisão, a gente pode pensar em qualificar o elenco". 

Paysandu
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