Nicolas defende diretoria do Paysandu e fala sobre saída de técnico: 'Não temos tempo para lamentar'

O atacante concedeu entrevista na tarde desta quarta-feira, falou sobre a escalação e minimizou problemas internos

Andreia Espírito Santo

No dia seguinte a saída do técnico Hélio dos Anjos, o atacante e artilheiro do Paysandu, Nicolas, foi o escolhido para dar entrevista. Logo no primeiro questionamento, ele explicou se pediu ou não para jogar no sábado. 

 

“A partir do momento que você tem uma situação, que eu, no segundo tempo (no jogo do Jacuipense) tive um desconforto, obviamente que chama a atenção de todos, foi uma semana um pouco intensa. Com jogos intensos. Onde eu fiz um exame de precaução e constatou o incomodo na minha perna direita. Então, a partir do momento que acontece isso todos tem interesse em saber a real situação do jogador. Onde teve muita conversa interna entre departamento médico, departamento de fisioterapia, comissão técnica. Todos estavam muito preocupados. No final das contas, onde eu me declarei apto para jogar. Passei isso para o departamento médico, o departamento médico passou para comissão técnica e estive a disposição onde eu me senti confiante e falei que tinha disposição de jogo. Isso foi muito bem aceito. E a gente entrou em senso comum de todos para fazer a partida do sábado à noite”, relatou.

Outro ponto da coletiva foi como os jogadores receberam a saída do técnico Hélio dos Anjos. O atacante destacou que é algo normal no futebol e o time não tem tempo para lamentar.

 

“Obviamente que uma saída de comando sempre tem uma reação interna dos jogadores pelo fato de ter sido uma passagem longa do professor Hélio. Foram um ano e quatro meses. Muitos jogos. Eu fiz muitos jogos com ele. Tem no primeiro momento aquela mudança e isso no futebol é normal. A gente tem que saber que tem um objetivo muito grande no ano. Não temos tempo para lamentar. Temos um jogo muito difícil no final de semana. A gente tem que virar a página mais rápido possível. A direção está atrás de um novo comandante. Então temos que nos preocupar com a instituição Paysandu, porque nós estamos em um momento muito importante da competição. Momento chave da competição. Não podemos perder tempo. Temos que recuperar e superar isso o mais rápido possível”, contou Nicolas.

Nicolas ainda defendeu o presidente do Paysandu, ressaltando que ele sempre está presente. 

 

“Difícil. Ricardo é um cara que sempre está conosco. Todos os dias. Nos incentiva bastante. Estou há um ano e oito meses no clube. Sempre tive um contato frontal com o presidente. Sempre esteve junto com o grupo. Nos Aflitos, quando tivemos aquela absurdo que aconteceu lá no jogo do acesso (contra o Náutico). No momento que perdemos o título da Copa Verde. O presidente sempre esteve ao nosso lado, buscando dar explicações financeiras e do que estava acontecendo no clube. Porque ultimamente estamos vivenciando momentos difíceis, por causa da pandemia e crises nos clubes. E ele tem se dedicado. É sempre muito forte e dedicado ao bem estar do Paysandu. Ele tem meu total apoio. Apoio do grupo. Está conosco desde que cheguei e sempre buscando o melhor”, afirmou.

Em meio ao clima tenso criado pela saída de Hélio dos Anjos, o executivo de futebol, Felipe Albuquerque, foi muito criticado pela torcida. Para Nicolas, as críticas foram injustas.

“Não acho justo. Felipe foi um cara extremamente decisivo na minha renovação, assim como de outros atletas. Foi alguém decisivo pelo fato de que não precisamos esconder de ninguém. Eu tive muitas situações para sair e ele conseguiu me convencer a ficar pelo projeto, situações que criou, medidas que tomou, para conseguir minha renovação. Logo em seguida conseguiu de outros atletas, titulares da equipe. Tivemos a renovação hoje onde tratei diretamente com ele. Finalizamos com o presidente, por questão protocolo, mas é um cara que cuidou totalmente da minha renovação. 100%. Obviamente, que o eu me fez ficar foi a grandeza do Paysandu. Mas tem alguém que fez por onde. Se dedicou muito para a renovação e sou muito grato. Então ele tem participação decisiva na minha renovação, assim como outros atletas”, comentou.

Por fim, Nicolas pontuou que o time precisa superar a saída do treinador e focar na Série C.

“O professor Hélio foi importante. Nos ajudou muito, nos deu o título do campeonato estadual. Mas a gente tem que virar a página mais rápido possível. Não temos tempo para lamentar. Hoje, nós ficamos com intuito de levar o Paysandu para o lugar que nunca deveria ter saído. Devemos ser profissional e esperar o novo comandante que vai chegar. E dar sequência ao nosso trabalho porque estamos em uma fase importante da competição porque sabemos que temos uma viagem e disputar duas partida e trazer os pontos porque o Paysandu tem que sempre almejar uma vitória”, afirmou.

Paysandu
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