Júnior Rocha cobra compromisso, confirma busca por reforços e evita falar sobre Castro no Paysandu
Técnico bicolor diz que equipe precisa de mais opções na defesa, meio-campo e ataque, reforça confiança na reação na Série C e usa exemplo da Copa do Mundo para defender união do elenco
O Paysandu vive uma semana decisiva dentro e fora de campo. Enquanto a diretoria trabalha para reforçar o elenco durante a janela extraordinária de inscrições da Série C, aberta até o próximo dia 17, o técnico Júnior Rocha também busca fortalecer o ambiente interno da equipe na reta final da primeira fase da competição. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), o treinador falou sobre reforços, evitou comentar a situação do zagueiro Castro e aproveitou para usar a Copa do Mundo como exemplo de comprometimento coletivo.
WhatsApp: saiba tudo sobre o Paysandu
Questionado sobre a eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega, Júnior Rocha afirmou que o futebol moderno exige entrega de todos os jogadores e ressaltou que esse discurso também faz parte da rotina do Paysandu. "Hoje, sete não carregam mais quatro. Não podemos ter um grupo que se cuida e outro que não se cuida, um que quer muito e outro que não. Quando falta confiança no outro, o grupo racha. Não dá para ter vários grupos dentro de um elenco."
O treinador revelou, inclusive, que utilizou imagens da seleção da Argentina durante a Copa do Mundo para mostrar aos atletas a importância do comprometimento coletivo, independentemente da qualidade técnica dos jogadores. "Nós estudamos a seleção da Argentina. Mostrei vídeos da humildade deles marcando. Quando o Messi pega na bola, ele decide. Aí você consegue compensar um jogador. Agora, não é o caso do Brasil nem do Paysandu. Quando não tem peças comprometidas, fica complicado."
Além do trabalho para fortalecer o grupo, o clube também se movimenta nos bastidores em busca de reforços. Segundo Júnior Rocha, a principal necessidade está no sistema defensivo, mas o Paysandu pretende contratar atletas para outros setores. "Nós temos as nossas carências. Em termos de zagueiros nós temos menos gente. Precisamos de zagueiros, reforçar o meio-campo, seja meia ou volante, e também de mais um atacante."
VEJA MAIS
A necessidade por um defensor aumentou após a saída de Quintana e diante da indefinição envolvendo Castro. Perguntado sobre o camisa 15, que disputou 29 dos 37 jogos do clube na temporada, Júnior Rocha deixou claro que o assunto está nas mãos da diretoria e preferiu não entrar em detalhes. "Vou falar de quem está aqui trabalhando no dia a dia. Quem não está mais é um assunto tratado internamente pela diretoria. Posso falar apenas dos atletas que estão treinando comigo."
Mesmo com apenas uma vitória nas últimas cinco partidas da Série C, o treinador garantiu que o elenco mantém a confiança na recuperação. O Paysandu ocupa a quinta colocação, com 20 pontos, e segue na zona de classificação para a segunda fase. "Estamos muito fortes psicologicamente, muito envolvidos com o dia a dia e com o que temos que fazer em campo. Tenho falado para os atletas que não é possível que essa fase vá perdurar por muito tempo. As oportunidades estão sendo criadas e vão começar a entrar."
Júnior Rocha também reafirmou que o primeiro objetivo do clube é garantir vaga entre os oito melhores colocados para, depois, lutar pelo acesso no quadrangular decisivo. "Nós temos objetivos muito claros. O primeiro é classificar e o segundo é brigar diretamente pelo acesso. Enquanto eu estiver aqui, junto com a comissão, diretoria e atletas, vou dar a vida pelo Paysandu. O que mais queremos é dar alegria ao nosso torcedor."
Palavras-chave