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Da roça em Sergipe ao Paysandu: a longa caminhada de Luciano Taboca até realizar o sonho no futebol

Apresentado oficialmente nesta terça-feira, lateral-esquerdo contou sua história e se colocou à disposição para estrear nesta quarta, contra a Portuguesa-RJ, pela Copa do Brasil

Igor Wilson

Apresentado oficialmente nesta terça-feira (10) pelo Paysandu, o lateral-esquerdo Luciano Taboca chegou ao clube trazendo na bagagem uma trajetória tipicamente brasileira, marcada por tentativas, interrupções e recomeços até alcançar a oportunidade de atuar por um dos principais times do futebol da Amazônia.

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Natural de Nossa Senhora das Dores, no interior de Sergipe, o jogador cresceu em uma família que vive do trabalho na roça. Foi nesse ambiente que ele começou a dividir a rotina entre o campo e o futebol, tentando iniciar a carreira como atleta profissional. As primeiras tentativas, no entanto, não deram certo.

“Meu começo não foi muito bom, comecei em Sergipe, só que não tinha essa oportunidade, voltei a trabalhar na roça, passei uns dois anos trabalhando, voltei a jogar futebol, não deu certo de novo, voltei pra roça”, relatou o jogador durante a apresentação.

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O retorno ao trabalho ao lado da família não significou o abandono definitivo do sonho de infância. Depois de novas tentativas, surgiu a oportunidade de seguir carreira no Pará, primeiro no Águia de Marabá e depois no Cametá, clube pelo qual disputou o Campeonato Paraense deste ano.

No estadual, Taboca foi um dos destaques da equipe e chegou a marcar um gol justamente contra o Paysandu na primeira fase da competição — atuação que acabou chamando a atenção do departamento de análise do clube bicolor. “Graças a Deus pude jogar bem contra o Paysandu, fazer gol, e aí abriu olhares. Agora é trabalhar forte pra buscar títulos pelo Paysandu”, afirmou.

Segundo ele, o momento em que recebeu o contato confirmando o interesse do clube foi marcado por emoção e por uma ligação imediata para seu pai, seu grande incentivador. “Recebi a ligação, fiquei muito emocionado, meu pai ficou muito orgulhoso”, contou.

O pai, aliás, é frequentemente citado pelo jogador como a principal referência de sua trajetória. Taboca lembrou que, mesmo com as dificuldades da vida na roça, sempre teve incentivo dentro de casa para continuar tentando se tornar atleta profissional.

“Sempre que os times ligam pra mim, primeiramente agradeço a Deus, segundo o meu pai. Ele fez tudo pra mim, ele veio da roça e ainda hoje está lá. Ele tirava da boca dele, pra comprar uma chuteira pra mim. Eu agradeço a ele por tudo”, disse.

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Aos 32 anos, o lateral afirma que a chegada ao Papão representa o ponto mais alto de sua carreira até aqui. Para ele, a estrutura do clube e a dimensão da torcida reforçam a responsabilidade neste novo momento. “Paysandu é um time de Série A, nunca passei uma estrutura dessa, vou aproveitar o máximo possível”, comentou.

Dentro de campo, Taboca destacou que tem como característica a presença ofensiva, algo que pretende manter caso seja utilizado pelo técnico Júnior Rocha. Segundo ele, a experiência recente no Parazão ajudou a consolidar esse estilo de jogo.

“Essa sempre foi minha característica. Rogerinho (Gameleira, técnico do Cametá) sempre me deu liberdade de chegar bem, chegar fazendo gol. Posso fazer ponta se caso precisar, o que o professor precisar, eu estou à disposição” 

O lateral também afirmou estar preparado para estrear caso seja acionado na partida desta quarta-feira (11), quando o Paysandu enfrenta a Portuguesa-RJ pela Copa do Brasil. “Tô pronto pra estrear, amanhã vai ser um grande jogo, tenho certeza que vamos dar mais uma alegria pro torcedor”, declarou.

Para o jogador, a assinatura com o Paysandu simboliza a realização de um objetivo construído ao longo de anos de persistência. “Vou valorizar bastante. Só quem veio do pouco sabe do que tô falando. Isso aqui é um sonho realizado, minha família tá muito orgulhosa. Vou defender essas cores, dar minha vida pra esse clube”, concluiu.