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Após pênalti polêmico, executivo do Paysandu critica arbitragem e diz que clube vai fazer queixa

Papão perdeu para a Tuna Luso na última quarta-feira (4), em duelo válido pela terceira rodada do Parazão

O Liberal

O Paysandu perdeu para a Tuna Luso na última quarta-feira (4). A partida foi decidida nos minutos finais, com Paulo Rangel marcando de pênalti para a Águia Guerreira. No entanto, o grande protagonismo do duelo ficou com a arbitragem, que foi bastante criticada pelos bicolores pela marcação controversa da penalidade máxima. Após o jogo, o executivo do Papão, Marcelo Sant’Ana, concedeu entrevista coletiva no lugar do treinador Júnior Rocha e disse que o clube vai protocolar uma queixa junto à Federação Paraense de Futebol (FPF).

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"O Paysandu vai protocolar, respeitando os meios legais, uma queixa junto à Federação Paraense e junto à Comissão de Arbitragem da Federação Paraense para que tome as medidas que eles julgam as corretas. Mas o Paysandu não vai se calar quando situações assim acontecerem. Tenho 11 anos no futebol, essa [situação] está no top três dos maiores absurdos", afirmou o executivo, que reafirmou que a ação de Castro, zagueiro envolvido no lance, foi natural.

O pênalti polêmico ocorreu aos 44 minutos. No lance, o zagueiro Castro, do Paysandu, subiu em disputa de bola com Otávio, da Tuna. O jogador bicolor acertou a bola de cabeça, mas o braço ficou aberto e atingiu o atleta adversário. O VAR recomendou a revisão do lance e, após análise, o árbitro Olivaldo José Alves Moraes marcou a penalidade.

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"Eu sou totalmente favorável ao uso da ferramenta do VAR, mas VAR nenhum salva dois tipos de árbitro: o incompetente e o árbitro mau caráter", declarou o dirigente, que citou toda a equipe de arbitragem presente e disse que gostaria de ouvi-los em uma coletiva para explicar a situação.

"Nem o árbitro [central] marcou, mas a decisão final cabe ao árbitro, porque o VAR pode indicar alguma coisa que ele viu. Eu não sei o que ele viu, porque é absolutamente inacreditável o que aconteceu, e o árbitro depois tomou essa atitude completamente equivocada. É difícil você manter a calma quando é vítima de uma situação completamente fora da curva. Parabenizo a Tuna pela vitória. Ela não tem nada a ver com esse questionamento. O técnico não tem muito o que falar quando quem definiu o resultado foi o árbitro com o VAR", completou Sant’Ana.

A equipe de arbitragem foi composta por Olivaldo José Alves Moraes, os assistentes Carlos Eduardo Galeno Benevides e Jhonathan Leone Lopes, Flávio Ascensão como quarto árbitro. No VAR estavam Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho, Ederson Brito de Albuquerque (assistente) e o observador Olivaldo da Silva Moraes. 

Marcelo Sant’Ana ainda afirmou que vai solicitar o áudio na íntegra da equipe de arbitragem, porque, segundo ele, houve “bobagens” ditas pelo árbitro a jogadores do clube.

"O árbitro falou algumas bobagens para jogadores do Paysandu, como o Marcinho, dizendo para ele jogar o futebolzinho dele e que hoje o árbitro não ia dar nenhuma falta no Marcinho, então era melhor ele jogar. Por isso, quero ouvir na íntegra o que foi conversado entre os árbitros de campo e o árbitro do VAR, em respeito à transparência que o torcedor e o amante do futebol paraense merecem", finalizou.

Com o resultado, o Paysandu caiu para a terceira posição do Parazão. O time volta a campo no próximo domingo (8), quando encara o Remo, no primeiro Re-Pa do ano.