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Martínez explica atraso em volta ao Corinthians: 'Sinto falta do bando de loucos'

O jogador viajou para a Venezuela nas férias. No início de janeiro, o país sul-americano sofreu uma intervenção militar dos Estados Unidos

Estadão Conteúdo
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O meio-campista José Martínez quebrou o silêncio nesta quarta-feira, 21. O venezuelano ainda não se reapresentou ao Corinthians para a disputa desta temporada de 2026.

O jogador viajou para a Venezuela nas férias. Além de descansar, tinha como objetivo renovar o passaporte e o visto de trabalho. No início de janeiro, o país sul-americano sofreu uma intervenção militar dos Estados Unidos.

"Sou venezuelano e, recentemente, meu país passou por um processo de ruptura inesperada no Governo. Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação de meu passaporte", explicou Martínez em postagem no Instagram.

"Além de ser um documento de viagem, meu passaporte é o que me dá direito a atuar no Brasil, com meu visto de trabalho, e viajar internacionalmente para defender a camisa do Corinthians", prosseguiu.

A demora na reapresentação do atleta causou incômodo na comissão técnica de Dorival Júnior. O volante é aguardado no clube alvinegro até o fim desta semana. Ele será novamente desfalque no clássico contra o Santos, nesta quinta-feira, pelo Campeonato Paulista.

"Deixo claro que a comissão técnica e diretoria do Corinthians têm total ciência de todos os passos que estou tomando, por meio de contatos frequentes e sempre respondidos por mim", discursou.

"Espero que essa situação seja regularizada logo. Sinto falta do 'Bando de Loucos' gritando na Neo Química Arena lotada. Em breve estarei de volta a fazer o que mais amo por esse gigante clube", continuou.

VEJA A NOTA OFICIAL DE JOSÉ MARTÍNEZ

"Escrevo essa nota para me posicionar a respeito das diversas matérias que estão sendo veiculadas no Brasil a meu respeito.

Inicio explicando: sou venezuelano e, recentemente, meu país passou por um processo de ruptura inesperada no Governo. Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação de meu passaporte.

Além de ser um documento de viagem, meu passaporte é o que me dá direito a atuar no Brasil, com meu visto de trabalho, e viajar internacionalmente para defender a camisa do Corinthians.

Sou um empregado do Corinthians, clube que defendo com toda a minha raça e amor, time pelo qual eu subo aos gramados mesmo quando as dores me afastariam dele. Estaria muito mais feliz se tivesse iniciado a temporada junto aos meus companheiros, treinando, defendendo essas cores e ajudando o Timão a conquistar vitórias e títulos. Mas por motivos já explicados, hoje eu não consigo fazer isso.

Deixo claro que a comissão técnica e diretoria do Corinthians têm total ciência de todos os passos que estou tomando, por meio de contatos frequentes e sempre respondidos por mim."

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