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Triathlon paraense: Triatletas criam Liga para movimentar a modalidade no estado

Com a retomada das atividades causada pelo bandeiramento verde na região, um grupo de atletas se reorganizou para promover competições e reaquecer o esporte no Pará

O Liberal

O triathlon é um esporte olímpico que engloba três modalidades esportivas: natação, ciclismo e corrida, executadas sem interrupção entre uma e outra. A prática exige muito preparo físico e mental. Aqui no Pará, um grupo de triatletas criou a Liga Paraense de Triathlon, com o intuito de ajudá-los na organização do esporte aqui no estado e mirando futuras competições. 

Segundo uma das organizadoras da Liga, a triatleta Priscila Leão, o principal objetivo da organização é ordenar, promover o esporte na região e possibilitar “aos atletas locais a real oportunidade de evoluir, competir e também se preparar melhor para provas de níveis nacionais e internacionais”. 

“Funcionamos de forma independente da Federação, estamos implementando os nossos meios para agregar valor ao esporte. Iniciamos a Liga esse ano e o primeiro passo foi conversar com as pessoas que estavam interessadas em organizar eventos e inseri-las no portfólio da Liga, provas válidas pelo ranking”, explicou Priscila. 

Até agora, com a Liga, as equipes conseguiram organizar dois eventos: o Short Triathlon, prova mais curta; e o Aquathlon. Para o mês de novembro terá o Megatriathlon de Marudá.

Priscila é triatleta (Divulgação)

Adaptações

Durante o período pandêmico, todas as competições e atividades presenciais do triathlon foram suspensas aqui no estado. Assim, muitos atletas tiveram que improvisar com treinamentos indoor (em ambientes fechados) 

“Muitos triatletas já faziam o uso de recursos para treino indoor, devido a determinadas características da nossa região, que não nos propiciam treinar outdoor em qualquer horário do dia. Com a pandemia, o que fizemos foi intensificar e aprender ainda mais com este tipo de treinamento”, afirmou Leão.

Atualmente, os treinos outdoor( ao ar livre) já estão sendo possíveis de fazer. Entretanto, os atletas esbarram em uma barreira: a insegurança. “Nós não temos opções restritas de locais para pedalar. Atualmente, a maioria vai para a avenida João Paulo II, onde, na terça-feira (19), roubaram a bicicleta de um amigo nosso; ou para o Portal da Amazônia. Porque as nossas bicicletas alcançam uma velocidade relativamente alta (como de uma moto)”, explica Priscila Leão.

Superando as adversidades e com poucos investimentos, os atletas seguem fazendo o que amam. O triatleta Caio Cézar ressalta que, apesar das dificuldades, os atletas mantêm o esporte vivo no estado. 

“Têm muitos triatletas treinando, competindo, a nossa última prova deu quase 100 atletas. Para a realidade do estado, voltando de uma pandemia, era meio que inacreditável. Mas eu entendo que a realidade do esportes é muito bonita, os triatletas estão fazendo acontecer. Claro que, se tivesse o apoio da Federação, o apoio de órgãos públicos, isso seria fundamental. Mas isso são barreiras que a gente consegue ir se superando e fazendo o esporte acontecer.”, concluiu Caio Cézar.

(Aila Beatriz Inete, estagiária, sob supervisão de Pedro Cruz, coordenador do Núcleo de Esportes)

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