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E-SPORTS

Por Cássio Soares

O ambiente para quem gosta e respira o universo dos e-sports. A coluna é assinada por Cássio Soares, um entusiasta no mercado dos esportes eletrônicos e produtor de eventos com vasta experiência no cenário competitivo regional, onde atua profissionalmente desde 2007. É declaradamente um seguidor apaixonado deste gigante universo gamer.

Paraense disputa campeonato feminino de e-sports que tem premiação de R$ 100 mil

Leticia Paiva, ou Joojina, como é conhecida no mundo dos jogos, é de Castanhal e precisou se mudar para São Paulo para seguir o sonho; o campeonato que disputa terá final neste sábado

Gabriel Mansur

O campeonato brasileiro feminino de Valorant (um jogo de tiro em primeira pessoa) está na fase final, tendo jogos nesta sexta-feira (8) e a final amanhã (9), às 13h. Conhecido como “VCT Game Changers Series 1”, o torneio de oito times compostos exclusivamente de mulheres, travestis e pessoas não-binárias, tem uma premiação total de R$100 mil e de R$35 mil para o time vencedor. Letícia Paiva, ou Joojina, como é conhecida no jogo, é uma paraense que faz parte da equipe Gamelanders Purple (GL Purple), e disputa hoje uma vaga para a final.

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A gamer começou em outro jogo eletrônico, o Dota 2, jogo em que um grupo de cinco jogadores batalha para destruir a “base” do time inimigo. O Valorant apareceu primeiro como uma diversão, mas no início do ano passado ela trocou o Dota 2 e passou a jogar o FPS (First Person Shooter, ou tiro em primeira pessoa) competitivamente. 

Letícia Paiva, ou Joojina, é de Castanhal, no Pará (@Joojinavlr/Instagram)

“Apareci bastante no final do ano em uns campeonatos menores e me fizeram a proposta da GL, onde eu estou hoje”, explicou Joojina. Ela também conta que desde sempre está jogando: “Desde que me entendo por gente eu estou jogando. Meu irmão mais velho jogava e eu sempre estava enchendo o saco dele para jogar também. Ele foi minha ponte pro mundo dos jogos e hoje meus irmãos e meus pais são meus fãs número 1”, comenta.

Profissão de gamer obrigou mudanças até de residência

Depois de ser convidada para participar do time de Valorant, Joojina precisou se mudar de Castanhal para São Paulo, pois o “ping alto” lhe atrapalhava. “Por esse motivo eu me mudei para desempenhar melhor e seguir com meu sonho”, conta. O “ping” marca o tempo que o comando dado pelo jogador chega ao servidor do jogo. Quanto menor o ping, menor o tempo de resposta. A região Norte do Brasil está mais distante do servidor, que fica em São Paulo, e por isso o “ping” é alto. 

Jogando hoje a partida que pode lhe colocar na final do Game Changers, a gamer conta que ela e suas parceiras de jogo são bastante resilientes, e não deixam a peteca cair até a partida acabar. Não existe derrota até o último ponto. Jogar um campeonato desse porte, para a profissional: "Está surreal! Estou tendo uma experiência que há meses não imaginaria que fosse ter”, explica. 

Joojina jogando o campeonato VCT Game Changers Series 1, pela Gamelanders Purple (@Joojinavlr/Instagram)

Não existe pressão. As jogadoras não se cobram. “A gente não se coloca essa pressão de tipo ‘temos que ganhar, temos que fazer bonito’. A gente faz o nosso e o resultado vem disso”, comentou Joojina. Caso vençam a partida hoje contra a B4 Angels, o time da jogadora irá enfrentar a Team Liquid Brazil, que se classificou ontem batendo a mesma B4. 

Incentivo para mulheres que querem fazer parte dos esportes eletrônicos competitivos

“O tanto que essa “lan” está sendo gratificante, não só pra mim, como para todas as meninas, não está escrito! Isso é muito real, pois eu recebo mensagem de meninas que queriam entrar no competitivo e agora vendo o ‘Game Changers’ se sentiram confortáveis para se arriscar no meio dos jogos”, comemora a jogadora.

Para ver Joojina e acompanhar os jogos do campeonato, basta acessar o canal oficial do Valorant. Os jogos começam 13h, e a final será neste sábado (9). 

(Estagiário Gabriel Mansur, sob supervisão do editor executivo de OLiberal.com, Carlos Fellip)

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