O que são os naming rights? Veja como negócio pode melhorar estrutura do CT do Remo A equipe de O Liberal elaborou um guia explicando como funciona o acordo. Caio Maia 09.02.22 18h16 CT do Remo, em Outeiro (@gabriel_tha / OFEC) Na última segunda-feira (7), o presidente do Remo, Fábio Bentes, disse em entrevista ao programa Último Lance que estava negociando a venda dos naming rights do CT do Leão, que fica no distrito de Outeiro, em Belém. Segundo o mandatário azulino, o direito de nomear o complexo está sendo discutido com uma "grande empresa". Apesar de ser algo discutido entre as diretorias de clubes do Brasil, o naming rights ainda é algo pouco conhecido do torcedor. Por conta disso, a equipe de O Liberal elaborou um guia explicando como funciona o acordo. Além disso, apresentamos exemplos de outros estádios pelo mundo que adotam o modelo. O que são naming rights? Em uma tradução livre do inglês, naming rights significam "direitos de nomeação". Neste modelo, clubes "vendem" o nome de alguma estrutura - seja estádio, sede social, CT - para uma empresa privada. A partir da assinatura do contrato, o local passa a ser batizado com o nome da organização que participou do negócio. Este negócio é bastante popular nos Estados Unidos e tem se tornado comum também no Brasil nos últimos anos. O mais recente foi o Corinthians, que fechou um acordo com a Hyperama Pharma por 20 anos. Agora, a antiga Arena Corinthians passa a se chamar Neo Química Arena. Outro clube que fez o negócio foi o Palmeiras, em 2013. O antigo Palestra Itália, completamente reformado, hoje se chama Allianz Arena. No Pará também temos exemplos de naming rights. Os estádios de Remo e Paysandu se chamam, respectivamente, Banpará Baenão e Banpará Curuzu. As equipes fecharam acordo com o Governo do Estado, por meio do Banpará, até o final de 2022. Quanto se recebe pelo naming rights? Depende de cada negócio. Todos esses valores variam de acordo com a visibilidade que está associada à marca ao clube. No caso do Corinthians, por exemplo, a Hyperama Pharma vai pagar R$ 300 milhões ao clube paulista pelo direito de batizar o estádio de Itaquera por 20 anos. No caso do acordo de Remo e Paysandu com o Banpará, as cifras foram bem menores. O contrato firmado entre o Governo do Pará e os clubes prevê o pagamento de R$ 1,5 milhão a cada agremiação, pelo direito de nomear o Baenão e Curuzu por dois anos. Quais são outros exemplos de naming rights pelo mundo? Se no Brasil a venda de naming rights ainda é uma novidade, no exterior ela é bastante comum. Na Europa, muitos clubes já adotaram o negócio. Em 2018, a Uefa tentou mapear a quantidade de naming rights que haviam na Europa. Até aquele ano, 115 estádios do continente tinham acordos para receberem nomes de empresas. Além deles, mais de 80 instalações de outras modalidades também tinham os direitos de nomeação vendidos. Veja alguns deles: Inglaterra: Emirates Stadium, do Arsenal; King Power Stadium, do Leicester City; Etihad Stadium, do Manchester City. Alemanha: Allianz Arena, do Bayern de Munique; BayArena, do Bayern Leverkusen; Signal Iduna Park, do Borussia Dortmund; Volkswagen Arena, do Wolfsburg. Espanha: Wanda Metropolitano, do Atlético de Madrid. Itália: Allianz Stadium, da Juventus; Gewiss Stadium, da Atalanta. França: Groupama Stadium, do Lyon; Orange Vélodrome, do Olympique de Marseille. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes futebol jornal amazônia naming rights remo paysandu COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Futebol . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. 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