Jogadores comentam goleadas do Parazão de futebol feminino e citam o desequilíbrio entre as equipes Competição conta com um número alto de equipes e goleadas chamam atenção, com jogos terminando ainda no primeiro tempo Redação Integrada 20.11.21 17h06 Clubes como a dupla Re-Pa e Esmac possuem uma rotina de treinos constante para os jogos, diferente de outras equipes (Thiago Gomes / O Liberal) A primeira fase do Campeonato Paraense feminino terminou com oito equipes classificadas para as quartas de final. No entanto, algo chamou atenção durante as partidas. A disparidade nos placares das partidas e o tempo de algumas delas. Segundo o regulamento da competição, “quando uma partida apresentar um placar com diferença de 10 (dez) gols o árbitro imediatamente dará a partida por encerrada”, quatro partidas terminaram ainda no primeiro tempo. No entanto, 12 jogos tiveram mais de oitos gols. A reportagem de O Liberal procurou duas atletas que atuaram pelo Avaí/Kinderman-SC na Libertadores da América. Para a atacante Cássia Moura, a disparidade no placar se dar por conta da tradição de equipes como Remo, Paysandu e Esmac. “Essas equipes se dedicam muito para poder fazer uma boa campanha. Ainda mais agora que tem vaga no Brasileiro A3, que é uma vitrine a mais e outros clubes acabam vindo para competição sem preparo algum, muitas vezes por falta de apoio e isso conta muito. Por exemplo, alguns times que só vão para o jogo, não treinam. Com isso, equipes que estão bem mais preparados acabam saindo com o placar elástico”, disse. Para meia Lora Soure, se o campeonato tivesse mais investimentos, até por parte dos clubes, poderia ser uma competição mais justa e consequentemente mais equilibrada. “A competição possui muitos clubes que apenas se juntam para jogar e só participar, ao contrário de Remo, Paysandu, Esmac, Pinheirense e outros que são que treinam e fazem um planejamento para que tenham um bom desempenho. Se a competição tivesse mais investimentos poderia ser mais equilibrada”, comentou, Lora. Para o educador físico Cezar Monteiro, os investimentos que as equipes maiores fazem para o campeonato é um dos motivos para que para que os placares elásticos sejam uma constante na competição. “Acontece muito no futebol feminino as equipes hoje vem se preparando melhor, tanto física quanto tecnicamente, vem contratando especialistas para parte física e isso ajuda muito nas condições de jogo das atletas. Remo e Paysandu ganharam seus jogos por placares elásticos, a convivência dentro e fora de campo ajuda muito. Pelo campeonato ter sido inchado, muitas equipes não possuem investimento e a falta de patrocínio também ajuda que esses placares apareçam”, finalizou. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes remo paysandu jornal amazônia futebol feminino esmac COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Futebol . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! 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