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Formigas da Bola: conheça um time feminino que tem apoio e já coleciona bons resultados

Equipe de futebol feminino da OAB/Pa é vice-campeã do Campeonato Norte/Nordeste

Beatriz Reis

A realidade do futebol feminino paraense pode e deve ser melhor. Um exemplo é o time de futebol feminino da OAB/PA. E não coincidentemente, a equipe, que é formada 100% por advogadas, já traz resultados: foi vice campeã do Campeonato Norte/Nordeste, organizado pela ALIFA (Associação Liga de Futebol dos Advogados do Brasil).

A OAB/Pa (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará), por intermédio da Comissão de Esportes, e com apoio da Comissão da Mulher, em 2018 teve a ideia de montar um time de futebol – a ideia institucional é unir o amor pelo direito e pelo futebol.

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Para advogada Dominique Castanheira, que é atacante da equipe, a sua história com o futebol começou como um grande objetivo: destacar-se e conquistar um bolsa de estudos por meio do futebol.

Dominique é atacante da equipe e usou o futebol para conquistar bolsa de estudos (Cristino Martins / O Liberal)

“O futebol é uma grande paixão e ele fez com que eu realizasse o sonho de poder ter patrocinado meus estudos, ele me ajudou a chegar onde cheguei. Atuava por uma escola pública quando veio o convite para atuar pela Escola Madre Celeste”, afirmou.

Já a zagueira Thaís Pina, que atua como auditora da 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Pará, começou a jogar futebol desde criança. No início, jogava com os meninos e teve que superar situações adversas, como falas preconceituosas.

Thaís Pina é auditora da 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Pará (Cristino Martins / O Liberal)

“Já ouvi muita coisa por ser a única menina que joga futebol. Creio que 99% das mulheres já escutaram algo do tipo. Acho engraçado que nunca você ouviu um homem falando assim ‘olha como aquela mulher joga bem vôlei’, mas futebol ‘olha como aquela mulher joga bem futebol’, como se isso fosse um absurdo mas na verdade é um esporte como outro qualquer”, comentou.

A goleira da equipe e segunda vice-presidente da Comissão de Direito Desportivo, Luziana Lima, não joga futebol desde criança. Ela vem uma família conservadora, onde seu pai não deixava praticar o esporte.

“A OAB sempre nos apoiou desde o início. Foi uma iniciativa da Comissão de futebol, que na época não existia a Comissão de Esportes, junto com a Comissão da Mulher Advogada, que deu um apoio extraordinário na época e a Comissão do Jovem Advogado, os três fizeram esse incentivo e foi um negócio que deu certo”, afirmou.

Luziana Lima é vice-presidente da Comissão de Esportes da OAB/PA (Cristino Martins / O Liberal)

A Ordem dos Advogados arca com os custos relacionados à comissão técnica (uma treinadora e uma preparadora física), além de disponibilizar os locais de treinamentos.

A OAB/Pa tem quatro categorias: Máster, Super Máster, Feminino e a categoria livre, com isso todas as equipes possuem apoio da OAB/Pa, com o auxílio também da CAPA (Caixa de Assistência Para o Advogado).

Futebol
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