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Ex-Remo, atacante paraense vive drama com câncer do filho, mas revela melhora e faz rifa solidária

Patrick Maia passou sete anos no Leão, entre base e profissional

O Liberal

Classifica ou não classifica. Cai ou não cai. Na reta final dos campeonatos nacionais, a dupla Re-Pa tenta superar obstáculos para alcançarem os objetivos no ano. Mas, em meio à ansiedade da torcida, surgem histórias que ultrapassam as quatro linhas e expõe o que é um drama que, de fato, vale uma vida.

Esse é o caso do atacante paraense Patrick Maia, que passou sete anos no Remo, entre base e profissional do Leão. Há alguns meses, o atleta descobriu o câncer do filho Luca Maia, de dois anos.

Patrick esteve no elenco profissional do Remo entre 2008 e 2010 (Marcelo Seabra/O Liberal)

Atualmente, a família está na Europa, onde Luca é tratado. Patrick precisou interromper a carreira, ainda que não seja de forma definitiva, para focar nos cuidados do filho e conversou com a equipe de O Liberal:

"Saber da doença foi um baque enorme. Foi realmente algo muito duro para a gente. Foi surpreendente. Nunca um pai ou mãe espera que o filho esteja com qualquer tipo de doença. Queremos elas saudáveis. Nosso dia a dia era muito alegre, sempre foi a luz da nossa casa, muito brincalhão", relembrou. "Até quando eu estava treinando, ele me imitava, queria fazer as mesmas coisas que eu. Às vezes, quando ia para o treinamento, aproveitávamos muito", disse.

Tratamento

Segundo Patrick, o filho foi diagnosticado com neuroblastoma estágio 4, quando o tumor, encontrado em pequenas glândulas acima dos rins, se disseminou para outras partes do corpo, como linfonodos distantes, ossos, fígado, pele, medula óssea ou outros órgãos. O jogador revelou que quando houve a descoberta, estava jogando em Malta. Porém, o país não tem todo o suporte para todas as etapas do tratamento. Mas a boa relação do governo local com a Inglaterra fez com que Luca fosse encaminhado para Sutton, no país britânico.

"É muito duro. pela expectativa dos médicos mesmo, o paciente dá uma caída, porque nesse tratamento, eles recebem doses elevadas de medicamentos para matar o que tem de ruim dentro deles. Mas acaba matando algumas células boas. O Luca está nessa fase. Ele tem as células brancas todas destruídas e está propenso a infecções. Tem muitas reações pesada. Mas a partir do 10° dia, ele começou a reagir e os glóbulos brancos estão começando a se reproduzir novamente. A imunidade dele está se refazendo", comemorou.

Círio de Nazaré

No início do mês de outubro, começam as programações do Círio de Nazaré, ainda adaptado por causa da pandemia da covid-19. De acordo com Patrick, ele e a família tem uma relação próxima com a festividade. Inclusive, distribuem águas aos romeiros. Apesar de não ter feito uma promessa para no caso da cura do filho, o jogador demonstra confiança na reabilitação de Luca:

"O Círio é o natal de todo paraense. A gente tem uma relação muito íntima. A gente entrega água. Infelizmente, com a pandemia, não podemos estar vivendo esta festa. A gente não fez nenhuma promessa, mas temos fé em Deus que o Luca vai vencer essa guerra. Queremos levar ele em templos importantes pelo mundo e dar o testemunho que ele conseguiu uma grande vitória, construída pela fé", concluiu.

Doações

Confira os detalhes da rifa:

Futebol
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