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Supercopa: Ídolo do Atlético-MG e Seleção Brasileira deu o pontapé inicial entre Remo x Águia

Reinaldo esteve no Mangueirão para participar da cerimônia de abertura da final da Supercopa Grão Pará

Fábio Will

Remo x Águia de Merabá decidiram neste domingo (18), o título da Superocopa Grão Pará, Mangueirão. A partida marcou o início da temporada 2026 do futebol paraense e teve o ex-atacante da Seleção Brasileira e ídolo do Atlético-MG, Reinaldo, dando o pontapé inicial do jogo.

O ex-jogador esteve em Belém e participou da grande final a pedido da Federação Paraense de Futebol (FPF). Em entrevista à Rádio Liberal +, Reinaldo falou da satisfação em participar da decisão e relembrou da temporada de 1977, quando esteve em Belém enfrentando o Remo pelo Campeonato Brasileiro.

“É uma honra participar da final da Supercopa Grão Pará. Na hora em que entrei no Mangueirão, me remeti ao ano de 1977, quando fiz um gol no Remo aqui, ano em que fui artilheiro do Brasileiro”, disse.

Atleticano fanático, Reinaldo foi perguntado sobre o paraense Rony, que defende as cores do Galo. Para o ídolo alvinegro, Rony é querido por todos no clube.

“Rony é bom, impetuoso e dá trabalho aos zagueiros e é muito querido por nós”, disse.

José Reinaldo de Lima, eternizado no futebol brasileiro apenas como Reinaldo, é considerado por muitos o maior ídolo do Atlético-MG. O ex-atacante marcou gerações nos anos 1970 e 1980 e entrou definitivamente para a história dos grandes nomes do futebol nacional. Pelo Galo foram 255 gols marcados em 475 partidas, sendo o maior artilheiro do clube mineiro.

Reinaldo viveu seu auge com a camisa o Galo na temporada de 1977, quando marcou 28 gols em 18 partidas no Brasileirão, tendo uma média de 1.55 gols por jogo. O ex-atacante também ostenta o título de ser o maior artilheiro da história do Mineirão com 157 gols.

Todo o seu futebol fez com que Reinaldo vestisse a camisa da Seleção Brasileira e disputou a Copa do Mundo de 1982. Se dentro de campo, Reinaldo encantava pela classe, fora dele, tornou-se um símbolo de coragem e posicionamento político. A torcida atleticana o apelidou de “Rei”, não apenas pela qualidade técnica, mas pela postura firme diante de um dos momentos mais delicados da história do país. Reinaldo comemorava seis gols com o punho direito erguido, em alusão ao movimento “Panteras Negras”, em protesto contra a ditadura militar no Brasil