Lateral Marcinho do América-MG é condenado por atropelamento de casal
Em 2020, quando jogava no Botafogo, Marcinho atropelou o casal enquanto dirigia de forma imprudente e em alta velocidade
O jogador de futebol Marcinho, que atualmente joga pelo América-MG, foi condenado a três anos e seis meses em regime aberto pela morte de um casal de professores em dezembro de 2020. Na época, Marcinho jogava pelo Botafogo e atropelou o casal com um Mini Cooper enquanto dirigia de forma imprudente e em alta velocidade. O jogador respondeu por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
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A decisão da 34ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro foi publicada nesta segunda-feira (18) e o magistrado responsável pelo caso, Rudi Baldi Loewenkron, também suspendeu a habilitação de Marcinho pelo mesmo período. O jogador recebeu a chamada "pena alternativa", já que foi condenado a menos de quatro anos de prisão, como prevê o artigo 44 do Código Penal. A privação de liberdade foi substituída por prestação de serviços comunitários a entidades a serem especificadas pela Vara de Execuções Penais.
De acordo com o Ministério Público, Marcinho dirigia embriagado após consumir pelo menos cinco tulipas de chope em um bar no Rio de Janeiro antes do acidente. A investigação aponta que o jogador estava dirigindo entre 86 km/h e 110 km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida era de 70 km/h. O casal de professores Alexandre Lima e Maria Cristina Soares foi atingido pelo carro e Marcinho não prestou socorro, o que causou a morte de ambos. Alexandre morreu no local e Maria Cristina faleceu após sete dias.
O jogador ainda tentou fugir em alta velocidade e escondeu o carro em uma rua sem número na zona oeste do Rio. O pedido de Marcinho para jogar na Europa foi negado pela Justiça em fevereiro deste ano. O presidente da SAF do América-MG, Marcus Salum, defendeu o jogador em sua apresentação pelo clube no início deste mês, afirmando que ele cometeu um erro e questionando quem nunca errou na vida.
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