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O poder da liderança e do extracampo!

Felipe Campos, direto de Houston
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No final de 2023, o Brasil perdeu para o Uruguai em Montevidéu por 2 a 0. Quase mil dias depois, o Brasil demitiu Fernando Diniz, contou com uma rápida passagem de Dorival Júnior e conta agora com Carlo Ancelotti na comissão técnica. Por outro lado, o Uruguai manteve o trabalho de Marcelo Bielsa, viu o nível de futebol do time cair, crises no elenco estourarem e o ídolo Luis Suárez ficar de fora do Mundial. Opostos nesse período, a única semelhança foi a classificação contestada para a Copa do Mundo, onde o Brasil segue vivo e o país platense já retornou para a América do Sul.

No Uruguai, Marcelo Bielsa sempre teve sua fama excêntrica. Conhecido como "El Loco", ele ganhou espaço no futebol mundial por seu conhecimento tático, mas sempre acompanhado pela dificuldade nos relacionamentos. No início da carreira, no Newell's Old Boys, ele chegou a puxar uma granada para ameaçar torcedores que protestavam em frente à sua casa.

Durante as eliminatórias, começaram os ruídos com os jogadores, algo que aumentou pela não convocação de Luis Suárez. Nos primeiros jogos, as atuações ruins, empates e falhas dos goleiros fizeram com que o time precisasse somar pontos contra a favorita Espanha. Durante a semana do jogo, mais crise com os jogadores — incluindo o capitão Federico Valverde — e ameaça de boicote. Em campo, mais uma falha do goleiro, uma derrota e a eliminação no Mundial. Com boas peças no papel, uma liderança tóxica fez o Uruguai passar vexame na Copa do Mundo.

E o Brasil?

O ciclo da seleção brasileira também não foi bom, mas teve o último ano antes do Mundial mais tranquilo. Ancelotti fez o Brasil jogar ligeiramente melhor, controlou o elenco e — principalmente pelo seu tamanho no futebol — conseguiu conter dúvidas da torcida e da imprensa em algumas convocações, como a do lateral-direito Danilo.

A maior dúvida que cercava o treinador era sobre a presença ou não de Neymar na Copa do Mundo. Com o camisa 10 convocado, o trabalho flui da mesma maneira que a biografia do treinador italiano é intitulada: Liderança Tranquila.

O Brasil ainda não deu show no Mundial, mas já apresenta evolução constante e almeja repetir o feito de 1994, quando foi campeão em solo americano mesmo sem ter uma seleção de futebol encantadora.

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