A primeira finalista da Copa do Mundo será conhecida nesta terça-feira (14). França e Espanha se enfrentam, em Dallas, em um confronto que reúne duas das principais seleções do torneio e reedita as decisões da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025, ambas vencidas pelos espanhóis.
Atual campeã europeia, a Espanha chega embalada pela manutenção do trabalho do técnico Luis de la Fuente. A equipe tem como principal característica a posse de bola e a construção paciente das jogadas desde a defesa, com zagueiros de boa qualidade na saída e laterais que participam constantemente das ações ofensivas.
O grande diferencial, porém, está no meio-campo. Rodri atua como o organizador da primeira fase de construção, oferecendo proteção à defesa e distribuindo o jogo. À sua frente, Pedri ou Fabián Ruiz aceleram as transições, enquanto Dani Olmo aproxima-se do ataque e infiltra na área para criar superioridade numérica.

No setor ofensivo, a movimentação é uma das principais armas da Fúria. Baena e Lamine Yamal atuam abertos pelos lados, mas frequentemente ocupam a faixa central, enquanto Oyarzabal exerce a função de falso nove, abrindo espaços para as infiltrações dos companheiros.
Do outro lado estará uma França que busca disputar sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Sob o comando de Didier Deschamps desde 2012, os franceses chegam às semifinais com o ataque mais eficiente da competição, liderado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise.
A equipe alterna entre os esquemas 4-2-3-1 e 4-2-4, de acordo com o posicionamento dos homens de frente. Na defesa, aposta na velocidade da dupla de zaga para neutralizar os atacantes adversários, enquanto os laterais priorizam a consistência defensiva antes de apoiar o ataque.
No meio-campo, Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot garantem equilíbrio à equipe e abastecem um setor ofensivo repleto de mobilidade. Olise costuma atuar como articulador, com Dembélé pela direita e Doué ou Barcola pelo lado esquerdo. Mbappé é a principal referência ofensiva, mas tem liberdade para buscar os lados e atacar os espaços nas costas da defesa. Outra alternativa utilizada por Deschamps é deslocar Olise para a ponta direita e aproximar Dembélé de Mbappé pelo centro.
Como joga a França, semifinalista da Copa do Mundo de 2026 (Divulgação)
O duelo coloca frente a frente o melhor ataque da Copa e uma das defesas mais sólidas da competição. Enquanto a França aposta no poder de decisão de seu trio ofensivo, a Espanha chega com um sistema coletivo consolidado e tendo sofrido apenas um gol em toda a campanha.
Quem avançar enfrentará na decisão o vencedor da outra semifinal, entre Inglaterra e Argentina, marcada para quarta-feira (15), em Atlanta.
