Atacante teria recebido R$ 1,9 mi e é denunciado por fraude, manipulação e lavagem de dinheiro Segundo o promotor Manoel Figueiredo Antunes, o atleta solicitou ou aceitou receber valores para forçar cartões amarelos em duas partidas do Brasileirão. Estadão Conteúdo 02.02.26 20h27 O atacante Ênio foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) por fraude, manipulação de competição esportiva e lavagem de valores. O jogador do Juventude, emprestado à Chapecoense, é investigado por uma suspeita em partidas do Brasileirão 2025, quando ainda estava na equipe gaúcha. O Juventude não vai se manifestar. A defesa do atleta enfatiza presunção de inocência e diz que a divulgação de informação sobre um processo que corre em sigilo "antecipa conclusões inexistentes e causa prejuízos relevantes à imagem, à carreira e à vida pessoal do atleta". Procurada, a Chapecoense não respondeu. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, foi apresentada no dia 30 de janeiro à Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul e aponta a atuação do atleta em manipulação de apostas. O esquema envolveria jogos do Brasileirão de 2025. O documento ainda aponta a ocultação de valores superiores a R$ 1,9 milhão, obtidos de forma ilícita. Segundo o promotor Manoel Figueiredo Antunes, o atleta solicitou ou aceitou receber valores para forçar cartões amarelos em duas partidas do Brasileirão. Os jogos em questão são o triunfo do Juventude sobre o Vitória (2 a 0), em 29 de março de 2025, válido pela primeira rodada; e a goleada de 5 a 0 sofrida para o Fortaleza, em 10 de maio de 2025, pela oitava rodada. Ênio recebeu amarelo nas duas ocasiões. A investigação apurou que, antes dos jogos, houve aumento anormal de apostas na modalidade "cartão de jogador", indicando que os apostadores já tinham conhecimento prévio do resultado do lance. Em abril de 2025, ainda antes do segundo jogo investigado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou o Juventude sobre um alerta de manipulação de resultados envolvendo o atacante. O cartão amarelo recebido pelo jogador na primeira rodada do Brasileirão gerou suspeita em casas de apostas. A entidade havia sido notificada por meio de um relatório da Ibia (Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas). Ainda segundo o MP-RS, Ênio teria recebido valores de empresas ligadas à exploração de apostas esportivas, os quais "foram posteriormente ocultados e dissimulados por meio de movimentações bancárias incompatíveis com sua renda lícita declarada". As provas também foram compartilhadas com a Polícia Federal para apuração de eventuais crimes de caráter interestadual. Em 20 de maio de 2025, o MP-RS deflagrou a Operação Totonero, na qual cumpriu dois mandados de busca na casa de Ênio e no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). A operação se baseou nas notificações da Ibia e da CBF. Ainda antes da operação, Ênio se manifestou sobre a questão, em 9 de abril de 2025. Por meio de suas redes sociais, o atleta se declarou inocente e justificou os lances que estavam sob suspeita. "Desde o início da minha trajetória no futebol, há cerca de dez anos, sempre tive uma conduta absolutamente correta. Em minha vida pessoal, jamais me envolvi com qualquer indivíduo, grupo de pessoas ou coisa que o valha, que objetivasse algo ilícito, imoral ou desabonador", escreveu o atleta. "Sofri uma falta clara, onde o jogador do Vitória me desequilibra, primeiro com a perna direita e logo depois com a perna esquerda. Tento dar continuidade na jogada, mas não consigo, por já estar desequilibrado", explicou o atacante. "Ao questionar o juiz sobre a falta não marcada, recebi o cartão amarelo", completou. Depois do segundo caso, o Juventude disse que iria adotar "as medidas cabíveis". Entretanto, Ênio atuou no jogo seguinte ao Fortaleza, contra o Grêmio. No restante da temporada, ele esteve em campo mais 18 vezes. O clube gaúcho foi rebaixado para a Série B, na 19ª posição. PARA O STF, FORÇAR CARTÃO AMARELO POR APOSTA NÃO SE ENQUADRA COMO MANIPULAÇÃO NO ESPORTE A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que provocar cartões para favorecer apostas esportivas não se enquadra como manipulação de jogos. O entendimento é de que a ação não tem potencial real para alterar resultado ou partida. O entendimento veio em dezembro do ano passado, a partir do voto de Gilmar Mendes em análise de um agravo regimental de Igor Cariús, denunciado por forçar cartão em troca de dinheiro para favorecer apostas. O ministro argumentou que a conduta não configura crime, ainda que os fatos possam eventualmente levar à punição na esfera esportiva. O delito de "solicitação ou aceitação de vantagem para alterar ou falsear resultado de competição esportiva" está tipificado no artigo 198 da Lei Geral do Esporte. A pena prevista é de reclusão de dois a seis anos e multa. "A nossa discussão se centrou na atipicidade da conduta imputada ao atleta diante da análise jurídico-penal do caso, uma vez que o art. 198 da Lei Geral do Esporte incrimina apenas os pactos de vantagem indevida destinados a alterar ou falsear o resultado da competição esportiva", disse a defesa de Ênio, em nota. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave futebol Ênio Ministério Público do Rio Grande do Sul Chapecoense fraude manipulação COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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