Quadra junina já aquece vendas no comércio de Belém na primeira semana de maio
Para os lojistas da capital, o período junino já representa uma das datas mais importantes do calendário comercial, podendo faturar até 30% mais
Na primeira semana de maio o centro comercial de Belém fica movimentado com a procura por aviamentos, fantasias e artigos de decoração instaladas no centro comercial de Belém registram aumento antecipado na procura por produtos típicos e reforçam os estoques com até um ano de antecedência para atender à demanda, que cresce principalmente entre quadrilhas juninas e organizadores de eventos.
Para os lojistas da capital, o período junino já representa uma das datas mais importantes do calendário comercial. Segundo o gerente de uma loja de aviamentos, Richarles Halliday, na quadra junina, o faturamento chega a crescer entre 20% e 30% dos demais meses.
A movimentação começa antes mesmo do início oficial da temporada junina. Neste momento, o principal público é formado por quadrilhas, que procuram materiais para montar protótipos de figurinos antes das compras em maior escala.
“A procura maior nesse momento é das quadrilhas, que fazem primeiro um protótipo para depois comprar em atacado”, explica.
O planejamento para atender à data também ocorre com bastante antecedência. Segundo o lojista, a preparação para o São João seguinte começa logo após o encerramento da temporada atual.
“Acabou junho, em agosto a gente já começa a fazer as compras do próximo ano”, afirma.
Entre os itens mais procurados em Belém estão chapéus, flores artificiais, fitas, pedrarias e materiais de decoração. Apesar de mudanças estéticas ao longo dos anos, o perfil de consumo permanece relativamente estável.
“A saída sempre é praticamente a mesma: chapéu, enfeite, flores, fitas. O que muda é que os produtos vão ficando mais elaborados”, diz.
Além do impacto no faturamento, o São João se consolidou como uma das principais datas comerciais do segmento na capital paraense, superando até períodos tradicionalmente fortes do varejo temático.
“No meu caso, junho representa um faturamento de 20% a 30% maior. É uma das melhores datas. Hoje o São João é melhor até do que o Halloween”, afirma Richarles.
A percepção de crescimento também é compartilhada por outras lojas do centro comercial de Belém. Em um estabelecimento especializado em variedades e artigos festivos, o gerente Leo Valentino relata que a procura por itens juninos começa logo após o Carnaval e já supera, neste ano, a movimentação registrada para o Dia das Mães.
“Quando chega maio, na semana do Dia das Mães, a pegada forte já é São João. A procura pelos presentes das mães está mais fraca em relação ao ano passado, enquanto a procura por artigos juninos está maior”, observa.
Segundo ele, o cenário representa uma mudança de comportamento do consumidor em Belém. Se antes datas como o Dia das Mães lideravam o fluxo de vendas no primeiro semestre, agora os festejos juninos passaram a ocupar espaço central no calendário comercial de determinadas lojas.
“Alguns anos atrás era o Dia das Mães que chamava mais atenção. Agora parece que o São João está saindo bem mais”, afirma.
Diante da expectativa de crescimento nas vendas em 2026, a loja decidiu ampliar significativamente o abastecimento. O estoque para este ano foi dobrado em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Esse ano a gente dobrou o estoque referente ao ano passado e, pela proporção da saída, talvez ainda precise fazer mais pedidos”, relata.
Entre os produtos mais procurados neste início de maio estão chapéus e acessórios para figurinos de quadrilha. Já entre o fim de maio e o início de junho, a tendência é de aumento na venda de itens decorativos, como bandeirinhas e balões temáticos.
O crescimento da procura também impacta diretamente o fluxo de consumidores nas lojas do centro comercial de Belém. Segundo Leo Valentino, o movimento pode ficar até três vezes maior durante o período junino.
“Aumenta de duas a três vezes. A procura é muito maior”, afirma.
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