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Programas sociais alcançam quase 40% das famílias do Norte em 2025, diz IBGE

Dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e incluem benefícios federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de programas estaduais e municipais

Gabi Gutierrez
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A presença de programas sociais do governo federal segue elevada no Brasil e alcançou principalmente as regiões Norte e Nordeste em 2025. Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país receberam algum tipo de benefício social neste ano — o equivalente a cerca de 18 milhões de famílias.

Apesar do índice ser menor que o registrado em 2024, quando 23,6% dos lares recebiam auxílio, o número ainda permanece acima do período pré-pandemia. Em 2019, antes da covid-19, 17,9% das famílias brasileiras eram contempladas por programas sociais.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e incluem benefícios federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de programas estaduais e municipais.

O levantamento mostra que Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de famílias dependentes de programas sociais no país. No Norte, 38,8% dos domicílios receberam algum benefício em 2025. Já no Nordeste, o percentual chegou a 39,8%, o equivalente a quatro em cada dez famílias.

Os índices contrastam com os registrados nas regiões Sul (10,8%), Sudeste (14,8%) e Centro-Oeste (17%), evidenciando a desigualdade regional de renda no país.

A pesquisa também aponta que alguns estados nortistas e nordestinos possuem quase metade dos domicílios atendidos pelo Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal. Atualmente, 17,2% dos lares brasileiros recebem o benefício, o que representa 13,6 milhões de famílias.

O programa atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e possui valor base de R$ 600, podendo receber adicionais em casos como presença de crianças e gestantes.

Segundo o analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, a redução no número de famílias beneficiadas em relação ao ano passado está relacionada à melhora no mercado de trabalho.

“O aumento da renda do trabalho pode impactar em menor necessidade de parte das pessoas para que tenha renda mínima e não estaria mais contemplada por programas sociais”, afirmou.

O especialista destacou ainda que 2025 registrou a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012.

A pesquisa também mostra que os programas sociais seguem concentrados nas famílias de menor renda. Nos domicílios beneficiados, o rendimento médio mensal por pessoa foi de R$ 886 em 2025. Já entre os lares sem auxílio governamental, a renda média chegou a R$ 2.787 — mais de três vezes maior.

O valor médio recebido pelos beneficiários de programas sociais ficou em R$ 870 neste ano, ligeiramente abaixo dos R$ 875 registrados em 2024. Em comparação com 2019, porém, houve crescimento real de 71,3%, já descontada a inflação.

Durante a pandemia, em 2020, o número de famílias atendidas por programas sociais atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a 31,4% dos domicílios brasileiros. Nos anos seguintes, os índices recuaram, mas permaneceram acima do período anterior à crise sanitária.

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Economia
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