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Programação marca 103 anos do Clube de Engenharia

Engenheiros defendem maior valorização da categoria em projetos econômicos do estado

Fabrício Queiroz

Com foco na discussão de temas estratégicos para o desenvolvimento da Amazônia e na contribuição que as engenharias podem dar, o Clube de Engenharia do Pará (CEP) realiza esta semana um evento alusivo aos 103 anos da instituição. Fundada em 1919, o CEP é a primeira entidade da classe em todo o Brasil.

Apesar da importância do conhecimento técnico e científico produzido pelas diversas especialidades das engenharias, André Tavares, presidente do CEP, avalia que o poder público pouco dialoga com os profissionais. Por isso, a celebração do aniversário do Clube é encarada como uma oportunidade de mostrar a relevância da área para questões como a sustentabilidade, a mobilidade urbana, a produção de energia e outros temas.

“O nosso objetivo é discutir a engenharia propriamente dita. Nós queremos discutir os grandes projetos do estado. Nós queremos discutir os problemas e as soluções que o Pará necessita”, afirma Tavares, ressaltando que nesse sentido a gestão municipal já conseguiu avanços com a aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal de Belém que valoriza a expertise dos profissionais na fiscalização de imóveis com mais de 10 anos.

André Tavares, presidente do Clube de Engenharia, quer maior participação dos profissionais na discussão de projetos estratégicos para a economia paraense (Cláudio Pinheiro / O Liberal)

Para o engenheiro civil e presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Lutfala Bitar, o CEP desempenha um papel importante na sociedade e tem participação efetiva na solução de problemas da realidade local. “Nós pretendemos participar com essas soluções junto aos órgãos executivos tanto da área estadual quanto da área municipal. É isso que o Clube de Engenharia tem como meta”, destacou Bitar apontando a sinergia entre a engenharia e o estado do Pará.

No Fórum de Energia, que ocorre até a próxima sexta-feira, 10, questões como o modelo defasado de cobrança da taxa de contribuição de iluminação pública nos municípios, o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e os desafios para a implementação de cidades inteligentes estarão em debate, envolvendo engenheiros de diversas formações, pesquisadores e acadêmicos. Toda a programação ocorre na sede do Clube, que fica na avenida Nazaré, em Belém.

O evento é o primeiro de uma série de outros quatro que ocorrerão ao longo de um ano, com temas relacionados ao agronegócio, mineração, resíduos sólidos e inovações tecnológicas. “O foco é mostrar que discutindo engenharias se traz soluções para toda a sociedade”, pontuou Marcelo Folha, coordenador do evento.  A culminância dessas discussões será no Fórum de Engenharia da Amazônia, previsto para ser realizado em agosto de 2023, no Hangar, em Belém.

Economia
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