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Prévia da inflação em Belém desacelera para 0,42% em junho, aponta IBGE

Habitação e saúde pressionam índice; resultado fica abaixo do registrado em maio

Jéssica Nascimento
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A prévia da inflação de junho em Belém ficou em 0,42%, segundo dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando o índice havia registrado alta de 0,75%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maior pressão sobre o orçamento das famílias veio do grupo Habitação, que avançou 1,85% no mês. Em seguida aparecem Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 0,89%, e Vestuário, que subiu 0,67%.

Também registraram aumento os grupos Despesas Pessoais (0,23%), Educação (0,15%) e Comunicação (0,15%).

Por outro lado, alguns segmentos contribuíram para conter a inflação na capital paraense. O grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,13%, enquanto Transportes recuou 0,09%.

O resultado de junho mostra uma perda de força da inflação em Belém na comparação com o mês anterior. Apesar da desaceleração, os aumentos nos custos relacionados à habitação e aos cuidados com a saúde continuam sendo os principais fatores de pressão sobre o orçamento dos consumidores da cidade.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país e mede a variação dos preços para famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

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No Brasil, prévia da inflação sobe 0,41% no mesmo mês  

A prévia da inflação oficial do país ficou em 0,41% em junho, segundo o IPCA-15, divulgado pelo IBGE. O resultado ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa registrada em maio, que havia sido de 0,62%.

Os grupos Alimentação e Bebidas (0,74%) e Habitação (0,72%) foram os principais responsáveis pela alta dos preços no período, respondendo por cerca de 66% do resultado do mês.

De acordo com o IBGE, o IPCA-15 acumula alta de 3,45% no ano e de 4,8% nos últimos 12 meses, acima dos 4,64% registrados no acumulado imediatamente anterior.

O resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava alta mensal de 0,44% e inflação acumulada de 4,82% em 12 meses.

Apesar de continuar pressionando o índice, o grupo Habitação desacelerou de 1,03% em maio para 0,72% em junho. Já a alimentação no domicílio também perdeu força, passando de 1,73% para 0,87% no período.

Entre os alimentos, destacaram-se as altas da batata-inglesa (29,42%) e do tomate (17,27%). Em contrapartida, houve redução nos preços do café moído (-3,69%) e das frutas (-0,96%). O grupo Transportes registrou variação negativa de 0,03% em junho

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