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Preços e opções de comida no Ver-o-Rio atraem moradores e turistas

De guaraná e pipoca a petiscos e refeições completas, espaço reúne variedade de sabores e valores acessíveis à beira da Baía do Guajará

Fabyo Cruz
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Às margens da Baía do Guajará, o Ver-o-Rio segue como um dos pontos mais frequentados de Belém não apenas pela vista e pela brisa no fim de tarde, mas também pela diversidade de comidas e bebidas oferecidas ao público. O espaço concentra bancas e quiosques que atendem desde quem busca um lanche rápido até quem prefere petiscos e refeições mais elaboradas, com preços considerados acessíveis por vendedores e frequentadores.

Há dez anos trabalhando no local, a vendedora Ana Santos comanda uma banca tradicional de guaraná, negócio familiar que funciona em sistema de revezamento entre parentes. Ela conta que o produto é uma das marcas do Ver-o-Rio. “As pessoas vêm para matar o calor, se refrescar e aproveitar a paisagem. O guaraná já é uma tradição do nosso Pará”, afirma. No cardápio, além do tradicional, há versões com açaí, morango e ovomaltine. Os preços variam de R$ 12, para copos de 400 ml, até R$ 18, dependendo do sabor. “O tradicional é o que mais sai. Quem vem de fora geralmente quer provar”, conta.

image Ana Santos é uma das vendedoras do chamado "Guaraná da Amazônia", no Ver-o-Rio (Wagner Santana/O Liberal)

A movimentação, segundo Ana, começa por volta das 14h e pode se estender até a madrugada, dependendo do fluxo de clientes. A vendedora diz que o público é variado, com predominância da classe média, reunindo crianças, jovens, adultos e idosos, além de turistas. “É um espaço gratuito, bonito e ventilado. Quem ainda não veio precisa conhecer”, convida.

Outro alimento que marca presença no Ver-o-Rio é a pipoca. O vendedor Helder Silva, de 55 anos, trabalha há cerca de 17 anos no local e diz que o lanche segue como escolha certeira de quem passeia pelo espaço. “Não tem nada melhor, pela parte da tarde, do que vir aqui comer uma pipoquinha”, resume. A média de preço é de R$ 10. Para ele, o ambiente tranquilo e a sensação de segurança ajudam a atrair famílias inteiras. “Vêm pais, filhos, idosos, casais. É um lugar bom para todo mundo”, diz.

image A pipoca é um dos alimentos mais consumidos no Ver-o-Rio (Wagner Santana/O Liberal)

Frequentadores confirmam essa percepção. O bancário Tertuliano Sousa, de 54 anos, morador do bairro de Fátima, costuma visitar o Ver-o-Rio semanalmente ao lado da filha, a advogada Thaís Sousa, de 35 anos. “É um ambiente muito agradável. A gente vem sempre, geralmente para comer uma tapioquinha ou uma pipoca. O preço é bem honesto, comparado a outros lugares de Belém”, avalia Thaís. Tertuliano destaca a relação custo-benefício: “Além de ser acessível, você ainda aprecia uma vista dessas. Isso não tem preço”.

image Tertuliano Sousa e sua filha Thaís Sousa são frequentadores do Ver-o-Rio (Wagner Santana/O Liberal)

Para quem busca opções mais completas, os quiosques oferecem petiscos e refeições. Empresária há mais de duas décadas no espaço, Luzia Santos, de 59 anos, atua desde a inauguração do Ver-o-Rio, em 1999. No quiosque dela, há desde petiscos, como isca de peixe e bolinho de bacalhau, até refeições para duas ou mais pessoas. “Os preços são bem acessíveis. As refeições variam de R$ 40 a R$ 90, dependendo da porção”, explica. Entre os itens mais pedidos estão isca de peixe e bolinho de bacalhau, ambos a R$ 45, além de filé e refeições completas, que chegam a R$ 80.

O funcionamento dos quiosques geralmente começa no fim da tarde e segue até a meia-noite, com reforço no movimento aos fins de semana e feriados, quando há música ao vivo. Segundo Luzia, o público é diversificado. “Vem turista, gente que sai do trabalho para relaxar, amigos e famílias. Quem vem a primeira vez sempre volta”, afirma. Para ela, o conjunto de fatores explica a permanência do espaço como polo gastronômico informal. “É o visual, o vento, a música e a comida. Tudo isso junto faz o Ver-o-Rio ser especial”.

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