Veja quais espécies de pescado ficaram mais caras, mais baratas e o preço médio em Belém
Preços do pescado comercializado na capital paraense apresentaram, em sua maioria, recuo no mês de julho de 2026
Pesquisas conjuntas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Belém (Sedcon/PMB) revelam que os preços do pescado comercializado nos principais mercados municipais da capital paraense apresentaram, em sua maioria, recuo no mês de julho de 2026. Os dados apontam uma redução tanto na comparação mensal (junho para julho) quanto no acumulado do ano (janeiro a julho).
Entretanto, na comparação dos últimos 12 meses (julho de 2025 a julho de 2026), a pesquisa mostra que a maior parte das espécies continua sendo comercializada com valores superiores aos praticados no mesmo período do ano anterior.
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Conforme o levantamento, 15 das 21 espécies pesquisadas apresentaram recuo de preços no mês. O destaque foi o Aracu, com a maior queda mensal de 15,47%. O preço médio dessa espécie foi de R$ 20,98.
Outras espécies com reduções significativas incluem a Tamuatã (-19,93%), Arraia (-12,51%), Pratiqueira (-9,71%), Curimatã (-9,56%), Tainha (-9,38%), Traíra (9,11%) e Tucunaré (-8,84%). Apenas seis espécies registraram reajustes no período analisado. As altas foram verificadas na Piramutaba (7,74%), Dourada (6,46%), Serra (4,16%), Cação (2,88%), Gurijuba (1,22%) e Filhote (0,22%).
Acumulado do ano também registra quedas de valores
O comportamento dos preços do pescado em 2026, no acumulado de janeiro a julho, também foi marcado por recuos. Foram registradas quedas em 12 das 21 espécies analisadas no período. A Tainha liderou as quedas acumuladas, com redução de 19,07%. Em julho, essa espécie de pescado custava, em média, R$ 20,96. Em seguida vem a Pratiqueira (-10,96%), Dourada (-9,22%), Piramutaba (-8,42%) e Tambaqui (-6,97%).
Outros recuos foram observados no Mapará (-4,71%), Pescada Branca (-4,45%), Pescada Amarela (-3,21%), Cação (-2,82%) e Sarda (-2,57%).
Por outro lado, espécies que acumularam aumentos incluem o Xaréu (33,07%), Traíra (16,18%), Serra (15,30%), Aracu (18,73%), Curimatã (9,08%), Filhote (8,55%), Gurijuba (7,23%), Pescada Gó (5,48%) e Arraia (1,66%).
Cenário de 12 meses ainda com altas de preços
Por outro lado, na comparação dos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e julho de 2026, a maioria das espécies comercializadas nos mercados municipais de Belém acumulou reajustes superiores à inflação oficial do período, calculada em torno de 4,60%.
Entre os maiores reajustes registrados neste período, destacam-se a Serra (31,77%), Piramutaba (30,30%), Pescada Gó (22,92%), Pescada Branca (19,83%), Traíra (17,09%), Tucunaré (16,68%) e Curimatã (14,08%).
Também registraram aumentos expressivos o Xaréu (13,60%), Aracu (13,41%), Filhote (11,97%), Cação (11,11%), Tainha (10,14%), Pratiqueira (9,18%), Gurijuba (4,08%) e Tamuatã (2,09%).
Em contrapartida, seis espécies apresentaram recuo de preços na mesma comparação anual. As maiores reduções foram no Mapará (-6,60%), seguido pela Sarda (-4,65%), Dourada (-4,00%), Tambaqui (-3,53%), Arraia (-1,82%) e Pescada Amarela (-1,01%).
Análise do comportamento dos preços do pescado
Na avaliação do DIEESE/PA, o recente comportamento dos preços do pescado em Belém reflete um processo de acomodação do mercado, especialmente nas comparações mensal e acumulada de 2026. "O predomínio de quedas em grande parte das espécies pesquisadas está diretamente relacionado ao aumento da oferta do produto, refletindo a dinâmica entre oferta e demanda. Com maior disponibilidade de pescado nos mercados municipais e feiras livres, os preços tendem a apresentar recuo ou estabilidade", diz a análise, assinada pelo supervisor técnico da entidade, Everson Costa.
Segundo ele, entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão a intensificação da atividade pesqueira após o encerramento do período de defeso para diversas espécies, a normalização do abastecimento dos mercados da capital e a maior disponibilidade de pescado da pesca artesanal e industrial.
Já a predominância de altas na comparação de 12 meses, para o Dieese, indica que a recente acomodação não foi suficiente para compensar os reajustes acumulados ao longo do último ano. Esse cenário resulta da combinação de fatores estruturais, como o aumento dos custos de combustíveis para embarcações, despesas com gelo, conservação, armazenamento e transporte, custos operacionais da pesca e oscilações naturais na oferta de certas espécies.
"Dessa forma, embora os consumidores tenham observado um alívio nos preços de boa parte do pescado ao longo dos últimos meses, o produto ainda permanece, em média, mais caro do que no mesmo período do ano passado. Em um estado onde o pescado constitui uma das principais fontes de proteína animal e possui forte importância econômica, social e cultural, esse cenário continua exercendo impacto sobre o custo da alimentação das famílias paraenses, especialmente entre aquelas de menor renda", avaliou Costa.
Preços médios do pescado em julho de 2026
- Aracu: R$ 20,98
- Arraia: R$ 13,50
- Cação: R$ 20,00
- Curimatã: R$ 21,39
- Dourada: R$ 24,22
- Filhote: R$ 36,58
- Gurijuba: R$ 29,83
- Mapará: R$ 17,40
- Pescada amarela: R$ 31,01
- Pescada branca: R$ 17,83
- Pescada gó: R$ 17,32
- Piramutaba: R$ 15,87
- Pratiqueira: R$ 17,95
- Sarda: R$ 20,50
- Serra: R$ 23,06
- Tainha: R$ 20,96
- Tambaqui: R$ 18,83
- Tamuatã: R$ 21,93
- Traíra: R$ 17,95
- Tucunaré: R$ 29,17
- Xaréu: R$ 15,45
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