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Preço do pescado cai em Belém no mês de agosto

Das 28 espécies de peixes pesquisadas, 21 apresentaram redução de preço no último mês

Fabrício Queiroz

O peixe comercializado em Belém está mais barato, segundo dados da Secretaria Municipal de Economia (Secon) e do Departamento Intersindical de Pesquisa e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). Levantamento realizado em agosto mostrou que o preço do produto recuou para 21 das 28 espécies mais consumidas pelos paraenses, sendo este o quinto mês consecutivo de queda.

No período, a maior queda foi observada no preço da sarda, que diminuiu 21,33% e foi vendida a um preço médio de R$ 13,20; seguida pela uritinga, que baixou 15,19% e está cotada a R$ 11,56; além do surubim, que teve recuo de 8,49% e pode ser encontrado a R$ 16,59. Outras espécies também tiveram reduções expressivas, como o peixe pedra, o cação, o aracu, o mapará e o pacu, que tiveram variações negativas de 4,39% a 6,22%.

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Já a arraia, o filhote, a pirapema, o xaréu, o tambaqui, o bagre, o peixe serra, a pescada gó, o tucunaré e a piramutaba também tiveram reduções, mas em patamares menores, variando de 0,97% a 3,86%. Também caiu o preço da dourada e da pescada branca, porém para ambas a redução média foi de 0,83%. Atualmente, o preço médio da dourada nas feiras livres e mercados é de R$ 22,57, enquanto que a pescada branca é encontrada a R$ 14,37 o quilo.

De janeiro a agosto, no entanto, a pesquisa detectou que há casos com reajustes superiores à taxa de inflação do período. É o caso do tucunaré, que tem alta acumulada de 23,88%; do tamuatá, que aumentou 24,54%; do camurim que está 30,05% mais caro; e do pacu, que teve variação de 51,24% no ano.

Por outro lado, outras espécies tem tido reduções sucessivas de preços. O valor da pirapema, por exemplo, caiu 6,88%; o surubim teve queda de 6,85%; a arraia de 5,39%; a corvina de 5,29%; a uritinga 4,15%; o cação 2,33% e o tambaqui teve redução de 1,48% ao longo dos oito meses de 2022.

No Mercado do Ver-o-Peso, os feirantes afirmam que, de fato, os valores do pescado estão mais em conta na atualidade. “Faz mais de mês que baixou. Teve uma época, no mês de março, que tava bem caro. De uns dois meses pra cá ficou mais barato”, relata o peixeiro Valdir Oliveira, 32 anos.

O feirante Valdir Oliveira conta que as quedas mais acentuadas foram notadas nos últimos dois meses (Ivan Duarte / O Liberal)

De acordo com ele, hoje o cliente pode encontrar peixes a preços mais acessíveis, considerando a flutuação dos valores. No box que ele mantém no Mercado de Peixe, o preço atual do filé de dourada é R$ 20, mas a espécie já chegou a custar de R$ 25 a R$ 27. Já o preço do peixe inteiro pode variar entre R$ 15 e R$ 17. “Quando o peixe tá com preço bom, o público aparece mais pra comprar. Quando tá alto, ele dá uma sumida”, conta Valdir, explicando a dinâmica que observa nos 12 anos de trabalho na feira.

Para Salatiel Silva, a maior oferta de peixe ajudou a diminuir os valores (Ivan Duarte / O Liberal)

Em outro box, o feirante Salatiel Silva, 29 anos, diz que a variação dos preços é semanal, mas no momento a tendência geral é de queda. “O que está dando bastante agora é a dourada, que deu uma baixada no preço. Tava R$ 30 e agora está R$ 20. A pescada amarela aumentou um pouco. O filhote também baixou de R$ 50 para R$ 35, às vezes até R$ 30, o quilo. De julho pra cá deu uma baixada”, confirma, atribuindo a redução à maior oferta de pescado no mercado local.

Economia
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