Preço de combustíveis não cai no primeiro dia da redução em Belém, dizem motoristas e frentistas

Nesta quarta-feira (7), gasolina deveria ter diminuição de 20 centavos, segundo a Petrobras

Valéria Nascimento
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A redução anunciada dos preços da gasolina e diesel não foi sentida por condutores ouvidos em postos de gasolina, na noite desta quarta-feira (7), em Belém. No bairro do Marco, a maioria dos motoristas ouvidos em estabelecimentos ao longo da avenida Duque de Caxias, nem sabia da redução de 6,1% (R$ 0,20) da gasolina e de 8,2% (R$ 0,40) do diesel, conforme anunciou a Petrobras na última terça-feira (6). Trabalhadores dos próprios estabelecimentos, como os frentistas, afirmaram que os valores cobrados nesta quarta-feira eram os mesmos dos últimos dias e até semanas.

A Petrobras divulgou, na terça-feira (6), diminuição do valor da gasolina e do diesel nas refinarias da estatal. Para a gasolina, o valor passou de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, uma redução de R$ 0,20. Já o diesel caiu de R$ 4,89 para R$ 4,49, uma queda de R$ 0,40.

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Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do combustível comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor é, em média, R$ 4,04 a cada litro vendido na bomba. Ocorre que, conforme nota do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombustíveis/Pará), não existe uma correlação obrigatória entre os preços da refinaria da Petrobras e o dos combustíveis nos postos. Isso depende do repasse das distribuidoras, do estoque das empresas e da decisão de cada uma.

"Não teve atualização dos valores hoje aqui nem os motoristas perguntaram sobre redução. Eles perguntaram semana passada se eu sabia quando ia baixar, eu disse que não, isso é passado para o gerente e quando a gente vê a placa aqui muda”, disse um frentista, por volta das 19h, desta quarta-feira, num posto de gasolina da avenida Duque de Caxias, em Belém. Ele pediu para não ser identificado.

Motorista de aplicativo, Luciano Gomes, informou que roda de 10 horas por dia, de segunda-feira a sexta-feira, e mesmo circulando por vários bairros da capital paraense, ele não percebeu diferença nos preços dos combustíveis ao longo do dia. “Os postos não praticam os mesmos preços, a gente se pesquisar encontra reduções de 10 centavos, mas hoje eu não percebi essa queda”, disse ele.

"Por exemplo, tem posto que vende a gasolina comum R$ 4,89, outros R$ 4,78. Tem posto também vendendo a R$ 4,90 e até R$ 5,09, esses mais caros eu vi lá no bairro do Umarizal. Eu rodo de segunda a sexta, das 7h da manhã às 7h da noite, tiro duas horas de descanso, cada centavo que baixa me ajuda sim”, destacou Luciano. Ele informou que, em média, faz 200 reais por dia e paga de R$ 70 a R$ 80, de combustível.

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