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Pratos amados no Círio estão bem mais caros neste ano, aponta Dieese

Pato, ingredientes da maniçoba e peru subiram bem acima da inflação

O Liberal

Pelo segundo ano consecutivo, devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia de covid-19, o Círio terá um formato diferente. Entretanto, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pará), os gastos e os impactos no orçamento serão bem maiores que os verificados no mesmo período de 2020.

De acordo com o Dieese, o impacto no orçamento no Círio deste ano reflete principalmente as altas generalizadas na maioria de produtos, bens e serviços, superando a inflação do período. Entre os reajustes para o alto, nos últimos 12 meses, estão os produtos que compõem o tradicional almoço do Círio de Nazaré, em especial o pato, os elementos que põem a maniçoba, o peru, o frango, o tucupi e o jambu.

Pato

Segundo o Dieese, neste Círio, o número de patos vivos comercializados em feiras livres de Belém, até a terça-feira (5), já apresentava aumento considerável em relação às pesquisas efetuadas até o início da semana passada. E a quantidade de aves comercializadas em 2021 já é superior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O levantamento revela que os patos vivos, pesando entre 2,5 Kg a 3,5 Kg, comercializados nas feiras livres da capital, estão custando entre R$ 70 e R$ 130 a unidade, com reajustes que chegam a mais de 15% em relação aos preços praticados no Círio do ano passado.

Já na maioria das redes de supermercados, o pato congelado da marca Germânia, oriunda de Santa Catarina, é encontrado com valores entre R$ 27,80 e R$ 27,90 o quilo. No mesmo período do ano passado, o produto era comercializado entre R$16,35 a R$18,29 por quilo. A alta de preços nos últimos 12 meses ultrapassa a inflação e chega a mais de 20%.

Maniçoba

A maniçoba, prato tradicional no almoço da festa nazarena, também deverá estar mais cara em 2021, principalmente, em função das altas expressivas nos preços dos principais ingredientes que são utilizados no preparo do prato, como a maniva e os demais produtos oriundos do porco. Em vários pontos comerciais de Belém, tem sido vendida por cerca de R$ 15.

Peru

O peru, que nos últimos anos tem tido aumento de oferta e consumo, também está bem mais caro em 2021, e pode ser encontrado em praticamente todos os supermercados da capital com preços diversos, mas sempre superiores aos do ano passado. O quilo do peru congelado da marca Sadia, por exemplo, está custando em média R$ 26,06, diferentemente do mesmo período do ano passado, quando o produto estava sendo comercializado, em média, a R$ 15,98 o quilo.

Já o quilo do peru congelado da marca Perdigão está sendo comercializado em 2021, em média, a R$ 24,32, diferentemente do mesmo período de 2020, quando custava, em média, R$ 14,17 o quilo. Assim, o preço do quilo do peru, dependendo da marca e do local de compra, está com reajuste que ultrapassam inflação estimada, em torno, de 10% para os últimos 12 meses.

Frango

O Frango, tanto o congelado, como o resfriado, passou a ser uma das opções para o tradicional almoço do Círio, principalmente em função do preço mais baixo que os outros produtos comercializados nesta época. O frango resfriado Americano, por exemplo, está sendo comercializado, em média, a R$ 12,19 o quilo. No mesmo período do ano passado, o quilo do produto era comercializado, em média, a R$ 7,76.

Já o Frango congelado Avispará está sendo encontrado nos supermercados da grande Belém, em média, a R$10,14 o quilo. Em outubro de 2020, o quilo do produto era encontrado, em média, a R$ 7,28.

Tucupi

O queridinho da culinária paraense, o tucupi também não escapou da pressão inflacionária dos alimentos. Segundo a pesquisa do Dieese/Pa, o produto também apresentou elevação de preços que pode chegar a mais de 20% se comparado ao mesmo período do ano passado. Hoje, uma garrafa com 2 litros do produto é encontrada, nas principais feiras livres da capital paraense, em média, a R$ 7,22, com variações de preço entre R$ 5 e R$ 12, dependendo do local onde é comercializado. Já nos supermercados, o produto está sendo encontrado com preços variando entre R$ 10 a R$ 20, dependendo da marca e do local de venda.

Jambu

Alguns complementos, como jambu e alfavaca, também estão mais caros neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. O jambu e a alfavaca comercializados nas feiras livres podem ser encontrados entre R$ 2 e R$ 3 o maço, dependendo do local de venda.

Já nos supermercados, esses dois produtos têm preços diferentes. O maço do jambu pode ser encontrado entre R$ 1,59 e R$ 1,69. Já o maço da alfavaca, com valores oscilando entre R$ 0,98 a R$ 1,17.

Economia
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