Plano Safra: Sicredi disponiliza R$ 10,7 bilhões ao Pará e outros 7 estados
Em todo o Brasil, valor liberado pela Instituição aos produtores rurais chega a R$ 72,1 bilhões
O Sicredi disponibilizará, dentro do Plano Safra 2026/2027, o montante R$ 10,7 bilhões aos produtores rurais do Pará e de outros sete estados do Norte e do Centro Oeste: Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás. Este valor inclui crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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Em todo o Brasil, serão R$ 72,1 bilhões a serem liberados pela Instituição Financeira para produtores rurais associados desenvolverem suas atividades na safra 2026/2027. De acordo com a Cooperativa, o volume de crédito representa um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior e prevê atender cerca de 340 mil operações em todo o Brasil.
As diversas linhas de crédito, que abrangem diferentes portes de produtores, já estão acessíveis nas cooperativas para apoiar custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro.
Do total previsto para o novo ciclo no território nacional, a instituição financeira cooperativa espera liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio. Além disso, R$ 15,4 bilhões serão destinados a investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização a nível nacional. O Sicredi também projeta a concessão de R$ 18 bilhões em créditos via Cédulas de Produto Rural (CPR), e R$ 9 bilhões em operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), visando atender produtores exportadores.
Como parceiro consolidado dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para fortalecer a produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar, serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, enquanto os produtores de médio porte receberão R$ 14,6 bilhões. Pequenos e médios produtores concentrarão 88% do total de operações planejadas.
Aos demais produtores, serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Região Centro Norte
Na área de atuação que abrange os estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás. considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a distribuição por público se dará da seguinte forma:
- Agricultura familiar: cerca de R$ 190,1 milhões
- Médios produtores: R$ 622 milhões
- Demais produtores: R$ 1,2 bilhão
Outros recursos planejados para estes públicos incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar aproximadamente 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma João Spenthof, presidente da Central Sicredi Centro Norte.
Liderança no Crédito Rural e Gestão de Riscos
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi mantém sua posição como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Diante do cenário de desafios climáticos devido às previsões relacionadas ao El Niño, a cooperativa enfatiza a importância do planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse contexto, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima, recomenda que, para esta safra, seja considerado não apenas o planejamento financeiro, mas também a gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para mitigar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da Safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais, totalizando R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. Desse montante, R$ 16,9 bilhões corresponderam a Cédulas de Produto Rural (CPR). Os pequenos e médios produtores foram os principais beneficiados, concentrando 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, a instituição demonstrou capacidade de adaptação, mantendo sua relevância no crédito rural nacional. Os valores registrados foram R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende Pará, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho do ciclo anterior. O destaque ficou para moeda estrangeira (R$ 3,2 bilhões), recursos direcionados (R$ 2,9 bilhões), crédito rural (R$ 2,1 bilhões) e CPR (R$ 2,1 bilhões), somando mais de 16,8 mil operações.
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