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Petrobras e BNDES recebem 16 propostas no edital do ProFloresta+; seleção sai até junho

Programa foi criado em março de 2025 para remunerar a restauração florestal na Amazônia por meio da venda de créditos de carbono de alta integridade

Estadão Conteúdo
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A Petrobras e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas no primeiro edital do ProFloresta+, programa criado em março de 2025 para remunerar a restauração florestal na Amazônia por meio da venda de créditos de carbono de alta integridade. Segundo a estatal, o número superou a meta inicial, de contratação de cinco projetos de 1 milhão de VCUs (créditos) cada, totalizando 5 milhões de créditos.

Conforme a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o interesse mostra que "o ProFloresta+ responde a uma demanda concreta por iniciativas de restauração florestal com elevados padrões de integridade", avaliou.

Lançado durante a COP30, em novembro do ano passado, o edital prevê a compra, pela Petrobras, de créditos oriundos de projetos de restauração com espécies nativas no bioma amazônico, firmados em contratos de longo prazo.

As propostas agora passam por avaliação técnica, que inclui requisitos rígidos de integridade ambiental e salvaguardas socioeconômicas. A estatal selecionará aquelas que representarem o menor desembolso pelo volume contratado. Os projetos escolhidos também poderão acessar linhas de financiamento do Fundo Clima, administrado pelo BNDES.

Para a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angelica Laureano, o elevado interesse reforça o potencial brasileiro no mercado voluntário de carbono. "Estamos engajados em viabilizar projetos geradores de créditos de alta qualidade e integridade, trazendo benefícios climáticos, socioeconômicos e ambientais para o Brasil", afirmou.

O resultado do certame - vencedores, volumes contratados e valores - será divulgado até o primeiro semestre de 2026.

No horizonte mais amplo, o ProFloresta+ pretende restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, o que pode gerar cerca de 15 milhões de créditos de carbono e mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos.

A iniciativa integra a estratégia BNDES Florestas e atende às metas de descarbonização da Petrobras, criando uma referência em contratos públicos de longo prazo, maior transparência de preços e fortalecimento do mercado voluntário de carbono no País.

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