Faltando pouco menos de um mês para a Semana Santa, o preço do pescado vendido nos supermercados da Região Metropolitana de Belém já registrou um aumento de até 19,48% neste ano. Os dados foram obtidos pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) e divulgados nesta segunda-feira (21). VEJA MAIS Alta nos preços do pescado chega a 12,95% no mês de fevereiro, segundo o Dieese Reajustes foram em todas as espécies, de acordo com levantamento feito em conjunto com a Secretaria de Economia de Belém 'O preço do pescado vai subir, queremos conter a alta', diz secretário de economia de Belém Reunião desta quinta-feira com Dieese, Secon e Sedap discutiu avanços para a garantia de pescado na Semana Santa Santarém: Escassez de pescado faz arraia entrar no cardápio da Quaresma De acordo com os pescadores, a arraia tem sabor semelhante ao do Pirarucu e pode ser encontrada pelo valor de R\$10 reais o quilo A variação pode afetar algumas famílias que costumam seguir a tradição cristã de consumir apenas peixes no período, principalmente aquelas que possuem o hábito de comprar a pescada branca inteira nos supermercados, por exemplo. No mês de fevereiro, a pescada sofreu um reajuste de 8,50%. Alta nos preços já é esperada Seguindo os aumentos do último mês, o quilo da gurijuba teve alta de 6,70%; seguido do quilo da pescada amarela, com aumento de 6,31%; tambaqui, com alta de 3,14%; dourada, com alta de 2,93%; filhote, com alta de 2,09%; e da pescada gó, com alta de 1,20%. As pesquisas também mostram que os pescados comercializado em postas nos supermercados tiveram expressivos aumentos, com destaque para o quilo do filhote, com alta de 9,28%, seguido do quilo da posta de gurijuba, com alta de 4,07%; e da pescada amarela, com alta de 3,42%. Os tipos de pescados vendidos na forma de filetadas também sofreram reajustes, com ênfase para o quilo do filé de pescada amarela, sem pele, que teve alta de 8,58% e do filé de filhote, com aumento de 1,45%. No comparativo com os reajustes do ano, os maiores aumentos foram registrados de forma generalizada nos pescados inteiros, superando uma variação de 10% contra uma inflação de 1,68% (INPC/IBGE), calculada para o período. Nos dois primeiros meses deste ano, os principais aumentos foram no quilo do filhote inteiro (19,48%); quilo da pescada amarela (11,67%); gurijuba (11,15%); dourada (10,79%); e pescada branca (2,52%). (*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)