Permissionários do Mercado de São Brás falam sobre expectativas com revitalização

Obras devem ser inauguradas em setembro de 2024, com mais de um ano de antecedência da COP-30

Gabriel da Mota

Comerciantes que trabalham há mais de 20 anos no Mercado de São Brás, na esquina das avenidas Almirante Barroso e José Bonifácio, no bairro homônimo, em Belém, esperam que a reforma do mercado, prevista para ser concluída em setembro deste ano, atraia mais frequentadores do que antes, quando problemas estruturais prejudicavam as vendas. A obra iniciada em junho de 2023 é um dos projetos para a Conferência das Partes (COP-30) das Organizações das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá em novembro de 2025 na capital paraense.

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O contrato será assinado por Edmilson Rodrigues, junto ao presidente Lula, com a Itaipu Binacional, que irá repassar o valor. Ver-o-Peso, Mercado de São Brás e o novo Parque Agroflorestal Urbano São Joaquim receberão investimentos.

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A obra faz parte do processo de modernização da cidade visando a COP 30, em 2025

O moveleiro Jeferson Furtado, 52, trabalha há 25 anos no local. Remanejado para uma feira provisória, construída de frente para a avenida Almirante Barroso, ele conta que, dentre os problemas enfrentados antes da reforma, estavam a falta de higienização e a insegurança. No caso dele, as vendas não foram prejudicadas. “Como toda mudança requer alguma adaptação, para nós, aqui, o espaço se tornou pequeno, mas está dando para trabalhar. Os companheiros que estão ali pra trás [na feira provisória] sentiram, por conta da localização”, relata.

image Jeferson Furtado, 52, moveleiro (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Frequentador do espaço desde criança, Jeferson diz o que espera após a conclusão da revitalização: “ Eu espero que a população de Belém nos visite, volte ao Mercado, como era costumeiro, né? O Mercado de São Brás tem uma história centenária. A gente espera que melhore pra todo mundo, principalmente pra Belém. O novo cartão postal de Belém”, respondeu.

A vendedora de produtos naturais Rosana Martins, 62, lembra que as rachaduras no antigo prédio favoreciam infiltrações a cada chuva. “A gente já não tinha mais sossego. A partir de agora, a euforia é muito grande por saber que tá chegando o momento que a gente voltar novamente para o nosso espaço, comercializar e trazer um ambiente muito melhor para o nosso cliente, com segurança. Por isso, eu fico muito feliz”, afirma.

image Rosana Martins, 62, vendedora de produtos naturais (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

De acordo com Rosana, representantes da Prefeitura de Belém explicaram que reuniões serão feitas com os permissionários para apresentar o projeto do mercado revitalizado. “Vamos esperar o momento certo para viver uma outra realidade, né? Então, nós temos que nos qualificar para empreender e ter muito sucesso lá na frente, eu acredito. Vamos ter vaga para 200 carros; a gente vai bombar em vendas. Já tô fazendo curso de línguas para poder falar com um cliente que seja turista”, declarou, em referência à COP-30, evento que é um dos motes para a revitalização do Mercado. 

Projeto

Além da restauração do prédio histórico, inaugurado no ano de 1911, espaços estão sendo construídos para transformar o Mercado de São Brás em um complexo cultural, gastronômico e turístico de mais de 16 quilômetros quadrados. De acordo com a Prefeitura de Belém, o valor total do investimento é de R$ 118,3 milhões, com 300 operários envolvidos. O projeto de restauração é de autoria do arquiteto Aurélio Meira, e engloba: centro de convenções, restaurante panorâmico, terraço, área para as boieiras, feira, elevadores e escadas rolantes, estacionamento com mais de 200 vagas e um boulevard.

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