Para IBGE, crescimento continuado nos serviços é puxado por dois setores: TI e transportes

Setor de serviços foi renovado a patamares recordes mês a mês até outubro

Estadão Conteúdo
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Os avanços sucessivos no volume de serviços prestados no País, que levaram o setor a renovar patamares recordes mês a mês até outubro, permanecem calcados em apenas dois segmentos: transportes e serviços de informação e comunicação. A avaliação é de Rodrigo Logo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O cenário é de crescimento continuado no setor de serviços, puxado por dois setores", reforçou Lobo.

O setor de serviços de tecnologia da informação "segue muito dinâmico", beneficiado por uma mudança estrutural em curso, sobretudo, desde a pandemia de covid-19.

Segundo ele, variáveis conjunturais, como juro alto e inflação, não têm tanta relevância para a demanda do segmento.

Quanto aos transportes, o desempenho foi impulsionado ao longo do ano pela safra recorde, tanto para escoamento de insumos quanto de produção.

"O setor de serviços se descola de alguma forma das variáveis macroeconômicas", disse Lobo.

O volume de serviços prestados no País recuou 0,1% em novembro ante outubro.

"A gente não poderia cravar que esse -0,1% na margem seria início de uma trajetória declinante, deixando para trás os melhores momentos do setor de serviços, em que renovava mês a mês pico da série", avaliou Lobo, lembrando que é mais comum que haja uma troca de taxas, uma oscilação nos resultados.

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