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Paixão pelo conhecimento: saiba o que é preciso para seguir uma carreira acadêmica

Escolha profissional demanda dedicação, é desafiadora e gratificante por ter boa remuneração

Valéria Nascimento
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No Brasil, após 12 anos de educação formal, ou seja, concluídos os ensinos fundamental e médio, o brasileiro pode ingressar na universidade. E não são poucos, os que consideram o fechamento do ciclo básico de ensino, uma virada de página para se tornar um pesquisador, ou seja, um profissional com carreira acadêmica: a graduação e a pós-graduação com os conceituados títulos de mestrado e doutorado.

Ainda que a profissão de professor e a de pesquisador estejam frequentemente interligadas, não se pode afirmar que todo pesquisador é um professor e vice-versa. Dentro de um princípio ético, todo professor de ensino superior é também um pesquisador, porque ele precisa se atualizar de modo permanente, estudar, ler. Mas, há uma distinção importante a ser feita. O pesquisador é aquele profissional que vai buscar a coleta de dados, sejam eles primários ou secundários, ou mesmo a construção dos dados para gerar novos conhecimentos.

Ou seja, o pesquisador é a pessoa que realiza um trabalho de investigação, desenvolve ou aprimora um conhecimento, descobre uma nova tecnologia, encontra a solução de algum problema ou para o próprio aprendizado. Um pesquisador utiliza uma metodologia para fazer experimentações e testes com a finalidade de se chegar a conclusões e resultados que possam trazer algum benefício à sociedade.

Mercado de trabalho competitivo

O mercado de trabalho para profissionais com pós-graduação no Brasil, cada vez mais exige qualificação, mas essa condição também aumenta significativamente as chances de emprego e melhores salários. O país formou mais de 1 milhão de mestres e doutores em 25 anos. Os dados são da publicação “Brasil: Mestres e Doutores 2024”, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), em junho de 2024.

O salário de um professor universitário varia bastante, mas fica em média entre R$ 4.000 e R$ 12.000 mensais, com universidades federais podendo pagar acima de R$ 20.000 (com doutorado e dedicação exclusiva) e particulares na faixa de R$ 4.000 a R$ 9.000. Há um conjunto de fatores que interferem sobre essa remuneração, é possível listar desde o perfil da instituição (pública/privada), titulação (mestrado/doutorado), regime de trabalho (DE) e área do conhecimento (Medicina, Direito pagam mais).

Passo a passo da jornada acadêmica

Mas, na prática, o que deve fazer quem quer construir uma trajetória de pesquisador, a partir da graduação básica em uma universidade? Em geral, tudo começa por meio do engajamento em iniciação científica e projetos orientados. O percurso acadêmico típico, “emenda” a graduação com o mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Os critérios de seleção para programas de pós-graduação (mestrado e doutorado) e a concessão de bolsas de estudo no Brasil, variam entre instituições e agências de fomento (como CAPES e CNPq), mas geralmente envolvem uma combinação dos seguintes fatores: Análise Curricular (Currículo Lattes), os programas analisam o histórico acadêmico do candidato, participação em projetos de pesquisa (como Iniciação Científica), estágios, publicações em revistas científicas e apresentação de trabalhos em eventos.

Também são critérios o Projeto de Pesquisa. Por exemplo, para mestrado e doutorado, a apresentação de um projeto de pesquisa bem estruturado e relevante para a área de concentração do programa é fundamental. A qualidade, viabilidade e originalidade da proposta são minuciosamente avaliadas.

Há também, a prova de conhecimentos: muitos programas aplicam provas escritas (de conteúdo específico ou geral) para avaliar o domínio do candidato sobre a área de estudo, e pode constar também entre os critérios para ingresso na pós-graduação, a entrevista ou arguição oral. Nesta etapa, é comum a entrevista, onde o candidato discute seu projeto, motivações e trajetória acadêmica. A banca avalia a clareza, a capacidade de argumentação e o comprometimento do candidato com a pesquisa.

O mercado para pesquisadores no Brasil é majoritariamente impulsionado por instituições públicas, como universidades federais, estaduais e institutos de pesquisa, que são responsáveis pela maior parte da produção científica do país. No setor privado, as áreas de saúde, tecnologia da informação (TI) e P&D industrial oferecem boas oportunidades.

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