Norte lidera inadimplência condominial no país no 3º trimestre de 2025
Região registrou as maiores taxas de atraso no pagamento das taxas de condomínio entre julho e setembro, segundo levantamento nacional
O Norte encerrou o terceiro trimestre de 2025 como a região com maior índice de inadimplência condominial do Brasil. Dados do levantamento trimestral da plataforma Superlógica apontam que, em setembro, 7,73% dos boletos condominiais na região estavam em atraso superior a 90 dias ou foram quitados com mais de três meses de atraso, percentual acima da média nacional, que ficou em 6,80% no mesmo período .
O índice representa avanço em relação aos meses anteriores. Em julho de 2025, a taxa registrada no Norte foi de 7,02%, subindo para 7,75% em agosto e encerrando setembro em 7,73%. O cenário mantém a região na liderança nacional da inadimplência condominial ao longo de todo o trimestre, superando estados do Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul .
No recorte nacional, setembro apresentou alta de 11,84% em comparação com agosto, quando o índice foi de 6,08%. Na comparação com setembro de 2024, o aumento foi de 13,52%, evidenciando uma pressão crescente sobre o orçamento das famílias brasileiras e seus reflexos na capacidade de manter em dia despesas fixas relacionadas à moradia .
Pressão financeira
Segundo o estudo, o aumento da inadimplência acende um alerta para síndicos e administradoras, já que o atraso no pagamento das taxas compromete diretamente a manutenção dos serviços essenciais, como limpeza, segurança, conservação predial e execução de obras e reparos.
A pesquisa destaca que, no acumulado do trimestre, todas as regiões brasileiras registraram crescimento na inadimplência, mas o Norte apresentou uma diferença de 3,91 pontos percentuais em relação ao Sul, que teve os menores índices do país.
O levantamento considera como inadimplentes os boletos que permanecem sem pagamento por mais de 90 dias ou que foram pagos com atraso superior a esse período. Os dados são anonimizados e analisam informações como valor da taxa condominial, localização do condomínio e datas de vencimento e quitação.
Faixa de renda
Outro dado que chama atenção é a relação entre valor da taxa condominial e inadimplência. Condomínios com mensalidades mais baixas concentram os maiores índices de atraso.
Em setembro, a inadimplência entre boletos de até R$ 500 chegou a 11,46%. Já entre condomínios com taxas médias, o percentual foi de 7,16%, enquanto os empreendimentos com mensalidades acima de R$ 1 mil registraram 5,14% .
A diferença de 6,3 pontos percentuais entre as faixas reforça a influência da renda familiar no cumprimento das obrigações condominiais. De acordo com o estudo, embora as taxas mais baixas continuem concentrando os maiores índices, os boletos de valor médio apresentaram a maior variação acumulada no trimestre, com alta de 15,61%.
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