Mercado imobiliário fecha 1º semestre com 83,4% das vendas em Belém, Ananindeua e Marituba
Levantamento do 32º Censo Imobiliário mostra 22,1 mil unidades lançadas e estoque final de 3.678 imóveis nas três cidades
O mercado imobiliário de Belém, Ananindeua e Marituba encerrou o primeiro semestre de 2026 com 83,4% das unidades ofertadas já vendidas, segundo os dados do 32º Censo Imobiliário, apresentado nesta quinta-feira (10), no Observatório da Indústria, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). O levantamento reúne dados do segmento residencial e mostra um mercado com estoque de 3.678 unidades e 22.141 imóveis lançados.
Os números da pesquisa, elaborada pela Brain Inteligência Estratégica, apontam que, considerando os três municípios, foram identificados 118 empreendimentos, com 22.141 unidades lançadas. Ao final do período, o estoque era de 3.678 unidades, o equivalente a uma disponibilidade de 16,6% da oferta. Em contrapartida, 83,4% das unidades já haviam sido comercializadas.
Belém concentra a maior parte desse mercado. No segmento residencial vertical, são 71 empreendimentos, com 8.304 unidades lançadas e estoque final de 1.775 imóveis. A disponibilidade corresponde a 21,4%, enquanto o percentual de unidades vendidas chega a 78,6%. No mercado residencial horizontal, são nove empreendimentos e 4.553 unidades lançadas, com estoque de apenas 278 imóveis. Nesse segmento, 93,9% das unidades foram vendidas e a disponibilidade é de 6,1%.
Em Ananindeua, o mercado residencial vertical reúne 15 empreendimentos e 4.707 unidades lançadas. O estoque final é de 648 imóveis, com disponibilidade de 13,8%. O município apresenta percentual de vendas de 86,2%, acima do registrado no segmento vertical de Belém. No mercado residencial horizontal, Ananindeua possui 17 empreendimentos e 3.239 unidades lançadas. Ao fim do primeiro semestre, havia 686 unidades em estoque. A disponibilidade era de 21,2%, enquanto 78,8% das unidades estavam vendidas.
Já Marituba aparece no levantamento exclusivamente no segmento residencial horizontal, com três empreendimentos, 682 unidades lançadas e estoque de 179 imóveis. O município registrou disponibilidade de 26,2% e 73,8% das unidades vendidas.
Comportamento do mercado
Os dados trimestrais apresentados no Censo também mostram o comportamento do mercado até junho. Em Belém, foram registradas 454 unidades verticais vendidas no segundo trimestre de 2026, enquanto Ananindeua alcançou 681 unidades, maior resultado entre os dois municípios no período. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, as vendas cresceram 1% em Belém e 135% em Ananindeua.
O desempenho de Ananindeua também aparece nos lançamentos. No segundo trimestre, o município registrou 808 unidades verticais lançadas, contra 79 em Belém. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, Ananindeua teve alta de 304%, enquanto Belém apresentou queda de 82% nas unidades lançadas.
No valor geral de vendas (VGV), Belém movimentou R$ 369 milhões em vendas verticais no segundo trimestre, enquanto Ananindeua chegou a R$ 176 milhões. Os valores são atualizados pelo INCC. Na comparação anual, o VGV vendido avançou 151% em Ananindeua e recuou 55% em Belém.
Preço médio em Belém chega a R$ 12,2 mil/m²
O levantamento também aponta avanço dos preços dos imóveis verticais em Belém. O preço médio chegou a R$ 12.277 por metro quadrado no segundo trimestre de 2026, ante R$ 11.997 no primeiro trimestre. A alta trimestral foi de 2,3%, enquanto a evolução acumulada indicada no levantamento é de 7%.
Entre as tipologias, o maior preço médio por metro quadrado em Belém aparece nos imóveis de um dormitório, com R$ 14.525, seguido pelos de quatro dormitórios, com R$ 14.848, e pelos de três dormitórios, com R$ 11.983. Em Ananindeua, os valores apresentados são de R$ 5.846 por m² para imóveis de dois dormitórios e R$ 6.104 para os de três dormitórios.
O Censo também revela mudança no perfil das vendas em Belém. Os imóveis de dois dormitórios passaram de 35% das vendas no segundo trimestre de 2025 para 76% no mesmo período de 2026. Já os de três dormitórios recuaram de 27% para 10%, enquanto os de quatro dormitórios passaram de 18% para 6%.
No cenário nacional utilizado como referência pelo estudo, a intenção de compra de imóveis chegou a 52% no segundo trimestre de 2026, o maior nível da série histórica apresentada. O índice representa alta de três pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.
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