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Mercado de sombrinhas em Belém oscila entre vendas fracas, razoáveis e aquecidas no período de chuva

Entre vendedores, lojas especializadas e até aluguel, o guarda-chuva mostra diferentes realidades de preço, consumo e expectativa com a chegada das chuvas na capital.

Jéssica Nascimento
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Com o fim de janeiro e a intensificação das chuvas em Belém, cresce a procura por sombrinhas na capital paraense. Mas quem circula pelo centro da cidade encontra realidades bem distintas: preços que variam de R$ 10 a R$ 130, critérios diferentes na escolha do produto e um mercado que oscila entre vendas fracas, razoáveis ou bastante aquecidas

Preços variam conforme o ponto de venda e o público

Na Avenida Presidente Vargas, um dos principais corredores comerciais da capital, os valores das sombrinhas podem surpreender. Para o vendedor Miguel Vinagre, os preços refletem principalmente o tamanho do produto.

image Miguel Vinagre. (Foto: Thiago Gomes)

“A sombrinha mais cara custa R$ 130 e a mais barata R$ 90. O que diferencia o preço é o tamanho. Os clientes procuram o modelo mais comum, que é a sombrinha manual”, explica.

Já a poucos metros dali, o vendedor Carlos Silva trabalha com uma realidade bem diferente. Segundo ele, os preços são mais acessíveis e variam entre R$ 25 e R$ 35.

“O que diferencia o preço é o tamanho. Os clientes procuram mais as sombrinhas dupla face, porque elas são bem mais reforçadas, têm duas camadas”, afirma.

No centro comercial de Belém, o aposentado Manuel Freitas vende sombrinhas ainda mais baratas. “A mais barata custa R$ 10 e a mais cara custa R$ 20. O que diferencia o preço é o tamanho e também a textura das sombrinhas”, conta.

O que o consumidor leva em conta na hora da compra

Apesar da diferença de preços, os vendedores são unânimes ao apontar os principais critérios dos clientes: preço, tamanho e resistência. Para Carlos Silva, esses fatores pesam diretamente na decisão.

“Os clientes procuram mais o preço e o tamanho na hora de comprar as sombrinhas”, diz.

Manuel Freitas reforça que a durabilidade é essencial. “Os clientes procuram pelo preço e pela resistência”, destaca.

A consumidora Keila Vale, servidora pública, confirma essa percepção.

“Costumo pagar em média R$ 28 por uma sombrinha. O que pesa na minha escolha é a sombrinha mais resistente”, relata.

Vendas em janeiro: entre fracas e estáveis

Mesmo com a proximidade do inverno amazônico, nem todos os vendedores comemoram. Miguel Vinagre avalia que o movimento ainda está tímido.

image (Foto: Thiago Gomes)

“As vendas agora em janeiro estão mais ou menos, porque a chuva tá fraca ainda. Estão a mesma coisa que em janeiro do ano passado. Tá todo mundo pagando a conta ainda de dezembro”, comenta.

Carlos Silva também classifica o período como fraco, apesar de razoável. “Janeiro é um período fraco pra vendas. Em relação a janeiro do ano passado, as vendas estão a mesma coisa”, afirma.

image Carlos Silva. (Foto: Thiago Gomes)

Já Manuel Freitas percebe uma queda. “As vendas estão fracas. Em relação a janeiro do ano passado, tô vendendo menos sombrinhas”, lamenta. Ele ainda chama atenção para um dado curioso: “Por incrível que pareça, no verão se vende mais sombrinha do que no período de chuvas”.

Lojas especializadas registram alta demanda

Em contraste com os ambulantes, as lojas especializadas vivem um cenário mais positivo. Maurício Campos, gerente de uma loja de atacado e varejo no centro comercial de Belém, afirma que janeiro é o melhor mês do ano.

“Janeiro costuma ser bastante movimentado. É o mês que a gente mais vende sombrinhas: 300, 400 caixas no mês, o que dá umas 50, 60 sombrinhas vendidas por dia”, destaca.

Segundo ele, os preços variam conforme o lote e o modelo. “O lote mais barato tá R$ 45 e os mais caros, que são os guarda-chuvas maiores e mais reforçados, chegam a R$ 120”, explica.

Maurício também observa diferenças no perfil do comprador.

“Camelôs procuram sempre as mais baratas. Já quando é pro interior, eles buscam as mais consistentes, que são as mais caras e reforçadas”, completa.

Aluguel de sombrinhas surge como alternativa 

Outra novidade que começa a ganhar espaço em Belém é o aluguel de sombrinhas, disponível em pontos como a Nova Doca. A proposta atende especialmente quem esquece o item ou não quer carregar peso.

A consumidora Keila Vale vê a iniciativa com bons olhos. “Eu usaria sombrinha de aluguel, pois facilitaria a minha vida, já que às vezes esqueço de levar”, afirma.

Preços de sombrinhas em Belém — segundo os vendedores

Miguel Vinagre (Avenida Presidente Vargas)

  • Preço mínimo: R$ 90
  • Preço máximo: R$ 130
  • O que diferencia o preço: tamanho da sombrinha
  • Modelo mais procurado: sombrinha manual

Carlos Silva (Avenida Presidente Vargas)

  • Faixa de preço: R$ 25 a R$ 35
  • O que diferencia o preço: tamanho
  • Modelo mais procurado: sombrinha dupla face (duas camadas, mais reforçada)

Manuel Freitas (Centro comercial de Belém)

  • Preço mínimo: R$ 10
  • Preço máximo: R$ 20
  • O que diferencia o preço: tamanho e textura do material
  • Critério dos clientes: preço e resistência

Maurício Campos (Loja de atacado e varejo – centro comercial)

Venda por atacado (lote com 6 unidades):

  • Lote mais barato: R$ 45
  • Lote mais caro: R$ 120

O que diferencia o preço: tamanho e reforço da sombrinha

Perfil de compra:

  • Camelôs: modelos mais baratos
  • Compradores do interior: sombrinhas mais reforçadas e caras
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