Medicilândia lidera mobilização nacional em defesa do cacau paraense

Produtores protestam contra preços baixos e importação de amêndoas africanas em ato marcado para 6 de fevereiro, no sudoeste do Pará

Maycon Marte
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Reconhecida como a capital mundial do cacau, Medicilândia, no sudoeste do Pará, volta ao centro do debate nacional sobre a cadeia produtiva da cultura. O município é o maior produtor de cacau per capita do mundo e exerce papel estratégico não apenas para a economia paraense, mas para o abastecimento do mercado brasileiro e internacional. Ainda assim, os produtores enfrentam um cenário de forte desvalorização do produto, com preços que já não cobrem os custos de produção.

Diante desse contexto, será realizado no dia 6 de fevereiro, a partir das 10h, o Movimento do Pará em Prol do Cacau, em Medicilândia. A mobilização tem como principal objetivo chamar atenção para a crise enfrentada pelos cacauicultores e se posicionar contra a importação de 10 mil toneladas de cacau da África, medida que, segundo o setor, aprofunda a pressão sobre os preços internos e penaliza quem produz no Brasil.

O ato é aberto e convida produtores de diversas culturas, especialmente da região da Transamazônica e dos municípios do entorno de Medicilândia, a se somarem à pauta. A iniciativa busca reforçar que a defesa do cacau paraense está diretamente ligada à sustentabilidade econômica da produção nacional, em um momento em que o Brasil ainda não alcançou a autossuficiência no setor, mas já impõe dificuldades ao produtor local.

Para a coordenação do movimento, a mobilização no Pará simboliza uma luta que extrapola os limites do estado. A crise vivida em Medicilândia reflete a realidade de outros polos produtores do país, tornando o debate sobre política de preços, importações e valorização da produção nacional uma questão estratégica para o futuro da cacauicultura brasileira.

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