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LibTalks Amazônia destaca em Macapá a criação de materiais sustentáveis para construção civil

Soluções e técnicas construtivas criam uma relação de sustentabilidade com o meio ambiente e vantagens econômicas

Valéria Nascimento
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O Libtalks Amazônia, desta sexta-feira (26), em Macapá (AP), também destacou a atuação profissional do engenheiro de produção indígena, Michael Carvalho. Ele apresentou um trabalho inovador: o cimento verde, uma solução que utiliza sedimentos do rio Amazonas e rejeitos de mineração em sua composição. Além de diminuir os custos de obras na construção civil, a argamassa também contribui para a preservação do meio ambiente.

Michael contou que começou a estudar novos materiais para baratear os custos de itens convencionais poluentes no setor da construção civil. “A partir de estudos da lama do rio Amazonas, dos rejeitos da mineração, de um trabalho técnico-científico, a gente percebeu que esses materiais poderiam ser incorporados nas formulações industrializadas, que nós queríamos desenvolver e colocá-los como solução no estado”.

Em vez de usar matérias-primas tradicionais, a empresa usa lodo e sedimentos amazônicos. Michael explicou inclusive que estudos recentes de pesquisadores de Macapá apontam que a Fortaleza de São José de Macapá, edificação secular de Macapá, teve em sua construção a aplicação de resíduos similares, uma tecnologia concebida há mais de 500 anos.

"Eles pegavam a própria lama do rio e misturavam com o óleo de baleias, diluem o látex e criavam o quê? Uma argamassa de alta resistência, por isso, a nossa Fortaleza está aí até hoje”, contou Sánto.

Atualmente, a startup está treinando moradores de uma comunidade sobre o manejo natural para a captura dos resíduos. "Hoje a gente trabalha numa Apa (Área de Proteção Ambiental) levando o manejo natural do material para que a comunidade possa ela mesma obter os resíduos e a gente comprar dela. O método é simples, colocamos caixas na beira do rio e o próprio movimento do rio joga a lama, por gravidade para dentro das caixas, em alguns dias, a gente coleta a caixa e tem o material”, explicou o engenheiro.

Sobre o futuro, Michael disparou: “A gente tem um projeto ousado, queremos ser a maior referência dentro da Amazônia no segmento de materiais alternativos e sustentáveis, e a partir daí, que novos negócios ganhem projeção”.

O setor da construção civil é um dos que mais gera impactos ambientais negativos, esgotando recursos naturais desde a confecção dos materiais até a edificação da obra e seu desenvolvimento. A atuação de startups como a criada por Michael Carvalho contribui para a redução dos impactos ambientais.

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Economia
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