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Investimento em tecnologia é necessário para crescimento das empresas

Pará já está caminhando nessa direção, mas ainda não alcançou patamares iguais aos de outros Estados, diz especialista

Elisa Vaz
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Investir em tecnologia é um passo essencial para ganhar mais espaço no mercado. Essa área tem sido responsável, nos últimos anos, por inovações nunca antes vistas e por mudanças reais no ambiente de trabalho, criando novas profissões e substituindo antigas. Em 2022, por exemplo, os investimentos em tecnologia da informação e telecomunicações (TIC) no Brasil devem somar de US$ 75 bilhões a US$ 76 bilhões, segundo levantamento da consultoria IDC Brasil. Desse total, US$ 46 bilhões devem ser destinados à tecnologia da informação e os US$ 29 bilhões restantes a serviços de telecomunicações. O balanço, ainda em fase de fechamento, coloca o país na 11ª posição do mercado global de TIC.

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Embora o Pará também esteja caminhando nesta direção, ainda não alcançou patamares iguais aos de outros Estados. O engenheiro de computação Walter dos Santos Oliveira Júnior explica que os investimentos na área de tecnologia da informação estão bastante concentrados nos Estados de São Paulo, na grande São Paulo; Minas Gerais, em Belo Horizonte; Santa Catarina, em Florianópolis; e Pernambuco, em Recife. Esses dois últimos locais, segundo ele, são grandes polos de tecnologia no Brasil, e são esses quatro centros urbanos que, atualmente, consomem e investem mais em tecnologia no país.

As instituições governamentais são os destaques em relação ao volume de investimentos em tecnologia da informação no Pará, na avaliação de Walter. “Por exemplo, na construção de data center, de sistemas de gestão e de segurança, entre outros. O governo, no contexto geral, investe bastante nesse tipo de tecnologia, principalmente nas infraestruturas e nos legados que eles mantêm, que, geralmente, são legados que atendem o país inteiro. Um exemplo disso são as construções de data center, que a gente tem visto bastante o investimento em construção de estruturas locais e sistemas de gestão e de segurança. Essas instituições contratam grandes sistemas como SAC, como Microsoft, Oracle, Google”, ressalta o engenheiro de computação.

Alguns órgãos públicos que ele destacou foram o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), a Receita Federal, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) e o Banco do Estado do Pará (Banpará), entidades que usam os investimentos em tecnologia para atender às suas demandas.

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Empresas

Em relação às empresas privadas, na percepção de Walter, os aportes estão mais voltados para o serviço de computação em nuvem. “São contratações de serviço que possam, de alguma forma, suportar as aplicações de e-commerce no contexto geral, aplicações que suportem aquele negócio local, envolve também a questão dos bancos. Os bancos privados, geralmente, não fazem tanto investimento em infra-local, eles usam a computação em nuvem. Tem os serviços de delivery, que são bastante utilizados. Acho que os investimentos em tecnologia no Pará estão voltados para suportar esse tipo de serviço”.

Já no setor de telecomunicações, o especialista acredita que o Pará tem investido valores “consideráveis”. “Temos visto chegar as infovias, já temos dois projetos em andamento, fazendo conexões entre os nossos municípios, o Estado do Amapá, Amazonas. Então, eu acho que isso é um grande passo. Mas, claro que ainda está muito no comecinho”, ressalta.

Um processo tecnológico que também tem feito parte das organizações é a digitalização. É o que diz o doutor em engenharia elétrica Fábio Lobato, que é professor de ciência da computação da Universidade Federal do Pará (Ufopa) e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit).

“O mundo pós pandemia migrou para a digitalização, então, por exemplo, na Justiça, agora todos os processos rodam 100% digital. E os escritórios tiveram que contratar soluções para automatizar a tarefa e para também possibilitar uma maior fidelidade processual, e isso eu estou dando um exemplo de um setor, mas tem vários outros segmentos onde esse fenômeno é latente”, afirma.

Para ele, não há como escapar da tecnologia em 2023, e o orçamento das empresas deve ser revisado para incluir ou para aumentar os investimentos em tecnologia da informação (TI). “Eu não digo só na parte de hardware, nos computadores, mas, principalmente, na parte de soluções. Temos muitos paradigmas e softwares que você paga a mensalidade ou você paga sob demanda. Isso é indiscutível”.

O avanço tecnológico, por outro lado, faz surgir discussões sobre segurança da informação. Isso porque, com a digitalização, mais dados são gerados e a legislação passa a ser mais rígida, a exemplo da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e várias outras nessa mesma vertente, de acordo com o professor. “Elas implicam em punição; logo, tem que ter um cuidado maior com esses dados nas empresas, você tem consequências financeiras na ingerência desses dados. É preciso investir em segurança da informação, é uma prioridade, não há como escapar e é preciso adequar o orçamento para contemplar essas soluções tecnológicas”, detalha Fábio.

Inteligência

Mesmo com investimentos garantidos no país, pelo menos em passos iniciais, o cenário está longe das tendências da área tecnológica. O engenheiro de computação afirma que existem inovações no mundo como cidades inteligentes (ou, no inglês, smart cities), que têm uma proposta de gerar serviços de informação para sua comunidade, ou seja, elas alinham avanços tecnológicos com o progresso social e ambiental por meio de tecnologias digitais e disruptivas, com o objetivo de proporcionar aos cidadãos melhor qualidade de vida.

Das 100 cidades mais inteligentes do Brasil, conforme o Ranking Connected Smart Cities 2022, quem levou o primeiro lugar foi Curitiba (PR), seguida por Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). O Pará não apareceu na lista - Palmas (TO) representou o Norte. A região brasileira que mais se destacou foi o Sudeste, que concentra as cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil, com seis municípios entre os dez melhores colocados.

Principais investimentos em tecnologia por órgãos públicos:

  • Construção de data center
  • Criação de sistemas de gestão
  • Construção de sistemas de segurança
  • Investimentos em infraestruturas

Principais investimentos em tecnologia por empresas privadas:

  • Serviços de computação em nuvem
  • Criação de infovias
  • Digitalização
  • Investimentos em segurança da informação
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